sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Êxodo - milagres e leis. Libertação e provação.



Segundo livro da bíblia, contendo 40 capítulos, número representativo de provação, neste livro ela aparece ligada à libertação. O número 40 aparece diversas vezes neste livro. Êxodo mostra-nos que libertação e provação andam juntas. Os milagres e as leis de Deus também. Logo no início, reconta o final da história de José, mostrando como o povo de Deus foi parar no Egito, onde cresceram abundantemente, vindo a ser um grande povo, contra o qual o novo Faraó do Egito lutou e perseguiu. Este novo Faraó não era amigo do povo hebreu, como os antigos, da época de José.
Podemos dividir o Êxodo em 2 metades. O capítulo 20, com a entrega dos 10 mandamentos a Moisés, para os repassar ao povo, é a linha divisória desta divisão. Antes disso, todos os eventos da libertação do Egito e curta caminhada no deserto até chegar ao monte Sinai. Depois disso, a entrega de diversas leis por parte de Deus ao povo, através de Moisés.
Em Êxodo, é contado como Moisés nasceu, em meio a uma grande provação de seu povo e um especial livramento de Deus dado a Ele, quando criança. Este que seria o principal personagem da história deste livro. Conta a história de como Moisés cresceu no Egito, preparando-se para ser um grande líder. Conta como ele fugiu, aos 40 anos de idade, após matar um egípcio. Como se tornou pastor de ovelhas, pelos outros 40 anos. E como Deus falou com ele de forma especial, numa montanha, do meio de uma sarça ardente, e o comissionou para liderar o povo de Israel numa marcha de libertação da escravidão. A vida de Moisés é dividida em 3 partes de 40 anos: como filho do Faraó, depois fugitivo, como pastor de ovelhas mais 40 anos e por fim o libertador, levando seu povo à terra prometida nos últimos 40 anos de sua vida. A história do Êxodo ocorre cerca de 400 anos depois do fim da história ocorrida no final de Gênesis.
Moisés, aos 80 anos de idade, inicia seu trabalho de libertar o povo de Israel do Egito. Nisso conduzido por Deus, recebe auxílio de seu irmão mais velho, Arão, para falar com Faraó. Pede, repetidas vezes ao Faraó que liberte o povo de Deus. Este se nega por diversas vezes e, a cada negação, Deus envia através de Moisés uma praga contra o Egito, num total de 10 pragas, que vai aos poucos sendo destruído, até sucumbir totalmente com a morte dos primogênitos e depois o afogamento dos exércitos de faraó no mar vermelho. Durante as dez pragas (águas transformadas em sangue, rãs, piolhos, gafanhotos, mosquitos, trevas, chuva de saraivas, …, …, e morte dos primogênitos), o povo de Deus foi também provado em sua fé, chegando Faraó a aumentar o sofrimento dos Israelitas neste período. Mas a cada praga, comprovava Deus sua superioridade perante Faraó e seus deuses.
Depois de, finalmente, Faraó permitir a saída do povo de Israel, na noite da morte dos primogênitos do Egito, enquanto Deus protegia os primogêntios do povo de Israel, aqueles que tivessem a proteção em suas portas do sangue de um cordeiro, o povo de Israel celebra a primeira Páscoa (passagem), que é a festa que celebra a libertação do povo de Israel de sua escravidão no Egito. Nesta mesma noite, as famílias dos egípcios deram aos israelitas jóias, ouro e prata e outros bens, e os Israelitas saíram do Egito para nunca mais voltarem. No caminho, uma nuvem protegia sua caminhada de dia, a fim de dar-lhes sombra em pleno deserto. Uma coluna de fogo os protegia de noite, durante o frio intenso daquela região. Depois de um curto tempo que os Israelitas tinham saído do Egito, Faraó se arrependeu de deixá-los sair e mandou os exércitos perseguirem-nos.
O povo de Deus se vê então cercado em sua caminhada. À frente, o mar vermelho. À retaguarda, o exército de faraó em sua perseguição. É então que Moisés abre o mar vermelho pelo poder de Deus, por onde o povo de Israel passa em terra seca, o que, tentando os egípcios, morrem afogados, porque Deus fechou o mar bem na hora que estavam passando.
O povo de Deus comemora o grande livramento que Deus lhe dá, com cânticos e danças. Depois, recebe os 10 mandamentos, não sem fazer rebeldia.
A partir do capítulo 21, várias leis são dadas ao povo, detalhando os 10 mandamento. Leis que falam sobre os escravos e homicidas, os que amaldiçoam seus pais ou ferem qualquer pessoa. Leis sobre propriedade, testemunho falso, sábado e ano do descanso para a terra. Leis sobre as festas que o povo deveria observar.
Deus promete a presença de um anjo junto ao povo. Moisés então, ao subri ao monte, recebe orientações de Deus para a construção do tabernáculo, para o qual Deus ordena que todos tragam ofertas para a construção. Deus dá orientações detalhadas a Moisés sobre o que deve fazer, sobre a arca e o propiciatório, a mesa, cortinas, tábuas, véu, altar e pátio do tabernáculo, além do azeite.
Deus ainda dá ordens sobre o sacerdócio de Arão e seus filhos e como proceder aos sacrifícios de consagração sacerdotal. Todos os detalhes do tabernáculo, como construí-lo, o que fazer, Deus dá nesta parte de Êxodo.
Neste meio, o povo resolve fazer para si um bezerro de ouro, e acende a ira de Deus e de Moisés, o qual quebra as tábuas dos 10 mandamentos dados por Deus e, apesar de tudo isso, intercede em favor do povo rebelde, para que não sejam destruídos por Deus. Deus envia novas tábua da lei e o povo então traz ofertas para construção do tabernáculo. Até as vestes dos sacerdotes são detalhadas nas orientações de Deus neste ponto.
Êxodo finaliza, após a construção do tabernáculo, com a ordem de Deus para levantar acampamento e continuar a viagem. Este tempo que ficaram acampados ali no Sinai, de aproximadamente 1 ano, serviu parra receberem as orientações e ordens do Senhor para a caminhada que fariam em seguida, cuja continuação é narrada no livro de Números.



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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Gênesis - o Princípio de tudo




Primeiro livro da bíblia, o nome “Gênesis” significa “início”, “princípio”. Escrito por Moisés segundo a tradição judaica. Conta-se neste livro a história do início de todas as coisas. O livro de Gênesis é dividido em 3 partes básicas. Do primeiro capítulo ao de número 11, Deus nos mostra como criou todas as coisas, na Terra, a natureza. A partir do capítulo 12 e até o capítulo 36, conta a história no nascimento do seu povo hebreu. E, a partir daí, até o final (capítulos 37 a 50), conta especificamente a história de José e como o povo hebreu foi para o Egito, que é a preparação para o Êxodo e para o grande acontecimento do povo hebreu, a libertação do Egito, narrada no Êxodo.
Na primeira parte, temos a descrição da criação do mundo, do planeta terra e todo o universo. A criação dos seres que habitam o planeta e do próprio homem. Logo em seguida, vemos a origem do pecado, com a explicação da maneira como ele surgiu na humanidade. Entre essas duas partes, vemos também que Deus desejava ter um relacionamento com o homem, passeando com ele pelo jardim antes do pecado, e tendo com o homem um diálogo. Após o pecado, este relacionamento é seriamente modificado. Mas mesmo ainda no Gênesis e por toda a Bíblia, vemos Deus buscando restabelecer este diálogo com o homem, sempre Deus tomando a iniciativa. Deus dialoga com Noé e com Abraão. Aqui Deus determina que o homem terá domínio sobre a natureza e toda a criação.
Em Gênesis, vemos ainda outros inícios: o primeiro assassinato; o afastamento do homem de Deus; o pecado enchendo a terra e o primeiro julgamento de Deus, com o dilúvio que ocorre no planeta, do qual apenas Noé e sua família é salva para reconstruir todas as coisas; Esse julgamento já é um exemplo do julgamento final, que veremos no apocalipse. Depois disso, surge o arco íris; Temos também a explicação do porquê termos muitas línguas (idiomas) no mundo, através do ocorrido na Torre de Babel, no capítulo 11, quando se encerra esta primeira parte do Gênesis.
Na segunda parte, que começa com o capítulo 12, mostra a escolha de Deus para iniciar uma nova história com a humanidade, através de um povo especial, descendentes de Abraão, a partir do qual todas as famílias da terra seriam abençoadas. Seus filhos, Isaque e Ismael explicam a origem de povos que sustentam inimizades até os dias de hoje. Deus deixa claro que a promessa feita seria para ser herdada por Isaque, o qual casa-se com Rebeca e tem 2 filhos: Esaú e Jacó. O primogênito era Esaú, mas este abriu mão de tal direito em favor de Jacó, o qual veio depois a se chamar Israel, pai do povo Israelita, que teve 2 esposas, Raquel e Léia, e 2 concumbinas, Bila e Lia, as quais lhes deram 12 filhos, dando início às 12 tribos de Israel.
Rúben, Simeão, Levi, Judá, Gade, Issacar, Naftali, Dã, Asser, Zebulom, José e Benjamin.
José, o filho preferido de seu pai Israel, foi alvo da inveja e maldade dos seus outros 10 irmãos mais velhos, os quais o venderam como escravo e José foi levado para o Egito. E aqui começa a última parte do Gênesis.
Lá no Egito, Deus o prosperou em tudo o que fazia, mesmo sendo escravo ou prisioneiro. José foi fiel e Deus permanecia com ele. Interpretou sonhos, incluindo o de faraó, alertando a todos sobre uma fome que viria, para a qual se preveniu e armazenou provisões, a fim de alimentar, não apenas o Egito, mas todos os povos ao redor. Tornou-se por isso, governador do Egito aos 30 anos, 13 depois de ter sido vendido como escravo. Teve 2 filhos, aos quais chamou Manassés e Efraim. Mais tarde, seus 2 filhos receberam herança entre os filhos de Israel, recebendo portanto José (através de seus filhos) porção dupla da terra prometida.
Quando a fome se abateu sobre o mundo todo, o Egito tinha alimentos para vender ao mundo, por causa do trabalho executado por José. Os irmãos de José vieram ao Egito para comprar alimentos e participaram da mais incrível história sobre perdão que podemos encontrar. José, apesar de ter todo o poder, não se vinga de seus irmãos, mas avalia-lhes o caráter e, depois, dá-lhes o perdão, ao ver a disposição de Judá em salvar seu irmão Benjamin, colocando-se em seu lugar, sendo uma figura do que faria Jesus por todos nós.
José reencontra seu pai, Israel, depois de mais de 20 anos em que este pensava estar seu filho José morto. Ainda com fome sobre a terra, José convida seu pai e todos seus familiares para virem morar no Egito. Mais de 70 pessoas vieram. E este é o início da estada do povo de Israel no Egito, que veio depois a ser libertado por Moisés.
A história de Gênesis termina com a morte de José, preparando para os acontecimentos descritos no livro de Êxodo.


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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Um Profeta com Depressão



Muitos falam, atualmente, que a depressão é uma doença do homem moderno. Ouço muitos dizerem de servos de Deus, crentes ou mesmo pastores que sofrem ou sofreram de depressão. Muitos outros crêem não ser possível um servo de Deus passar por isso ou sofrer de depressão. Mas será que na bíblia temos exemplos de pessoas que sofreram deste mal?
Claro que na época não haviam clínicas psicológicas nem terapeutas que pudessem diagnosticar o estado psíquico de desânimo mortal que caracteriza a depressão. Mas será que alguns sinais não nos mostram que essa não é uma exclusividade do homem moderno?
Não teria Elias, o profeta, sofrido de depressão ao se esconder de Jezabel, pedindo a Deus a morte, dizendo não ser melhor que seus pais? Neste caso, o sentimento foi decorrente de um grande esforço e consequente desgaste emocional e espiritual, resultado da luta contra os profetas de baal e da ameaça de Jezabel, de que lhe tiraria a vida. Muitos dizem, nos dias de hoje, que um estresse ou desgaste decorrente de um grande esforço por muito tempo podem levar a um estado depressivo.
Alguns dos sinais característicos da depressão presentes em Elias estava o desânimo e pessimismo (“não sou melhor que meus pais”, foi o que ele disse, apesar de ter enfrentado e vencido centenas de profetas), além de vontade de dormir, uma e outra vez, mesmo após ter se alimentado. Ele se deitou e o anjo precisou ordenar “levanta-te” 2 vezes. Deus respondeu a Elias, enviando um anjo para alimentá-lo e orientando ele a continuar caminhando. Não parar. Não desistir. Continuar. Em outro momento, olhamos melhor o exemplo de Elias.
Será que Jonas, o profeta que Deus enviou a pregar em Nínive, não estava sofrendo de depressão mesmo quando Deus o enviou a pregar? Neste caso, creio que os detalhes apresentados nesta história são muito mais incisivos. Vamos olhar o texto bíblico presente na história de Jonas para ver os sinais que demonstram seu estado depressivo.
1. Levanta-te. A palavra que veio a Jonas iniciou com a ordem: “levanta-te” (vs 2) e depois Deus disse: “vai à cidade de Nínive”. Bem, se a ordem era para se levantar, significa que ou ele estava deitado, sentado, ou inerte, parado, ou rendido, entregue. Poderia também estar tomado da glória de Deus, prostrado. Mas esta última opção é descartada pelos sinais que esse seguem.
É bom lembrar que para nenhum outro profeta a ordem começa com “levanta-te”. Nos outros livros proféticos, Deus inicia sua mensagem diretamente, sem rodeios, indo direto ao assunto. A única vez que vemos essa ordem acontecer, além do caso de Jonas, foi com Elias, quando se entregou e desejou morrer após a ameaça de Jezabel. Deus enviou o anjo, que lhe entregou alimento e o ordenou a se levantar (I Reis 19: 5, 7).
A atitude de estar entregue, prostrado é própria de alguém com características depressivas. Assim estava Jonas quando o Senhor o chamou para levar a mensagem a Nínive.
2. Fuga. O verso 3, após a ordem de Deus para que ele fosse para Nínive, nos mostra que Jonas fugiu de diante do Senhor, da ordem do Senhor, fugiu de seu novo desafio, de sua nova tarefa. A bíblia não usa a palavra “desobedecer” como, aliás, está no consciente coletivo de quem ouve e lê a história de Jonas. Ele fugiu. Queria tentar ficar longe do problema, da tarefa, da dificuldade, do desafio, do enfrentamento.
Note que provavelmente Jonas já era um profeta, que teria sido usado por Deus. Não há, no início do livro de Jonas, a característica de uma chamada para a tarefa, como quando Deus fala e explica a Jeremias seu chamado, dizendo ter sido escolhido no ventre de sua mãe, ou quando Deus faz todo um preparo para o chamado, como ocorreu com Isaías. Após falar levanta-te, Deus deu uma ordem direta, como se Jonas simplesmente já soubesse o que deveria fazer ou o que significaria o cumprimento daquela ordem. Aliás, o próprio profeta declara saber as consequências da ordem que recebera no final do livro (Jonas 4: 2). Não agiu como um profeta ou pastor iniciante, no afã de cumprir com uma ordem dada por Deus. Pelo contrário: fugiu.
A fuga e a negação das tarefas é uma outra característica de quem está depressivo.
3. investir na depressão. Quem está neste estado, nega-se a investir para sair desta situação, mas não vê dificuldade em investir para aprofundar o estado em que se encontra. Jonas não teve dificuldade em pagar por uma passagem para fugir da ordem de Deus. Pagou. Investiu na própria doença, em favor da derrota! É um investimento inconsciente. Pois só investimentos naquilo em que acreditamos. Seja investimento financeiro, seja de tempo ou recursos humanos. Ou seja, Jonas acreditava mais na fuga do que no cumprimento da tarefa a ele dada.
Quem está com dificuldades de ver uma “luz no fim do túnel”, por causa de algum problema, tende a investir na manutenção do seu problema, ainda que inconsciente. É como se desejasse provar a todos que “realmente está sofrendo” ou mostrar que seu sofrimento é justificável. Inconscientemente, busca meios de se manter naquela situação.
Quem está depressivo, não hesita em investir no seu estado depressivo. Tem por hábito alimentar e reforçar esta situação pelas atitudes e, se necessário, até mesmo investindo dinheiro. Mas geralmente tem muita dificuldade para investir tempo e dinheiro naquilo que poderia tirá-lo da situação em que se encontra. Geralmente, sequer consegue enxergar estas opções.
4. Porão do navio. Este é, talvez, o sinal mais marcante e decisivo para nos mostrar que o que Jonas sentia era uma grande depressão. Em plena tempestade, que Deus havia enviado por conta da desobediência de Jonas, enquanto toda a tripulação e passageiros trabalhavam para tentar salvar o navio e suas próprias vidas, ele conseguiu ir até o porão, até o lugar mais profundo do navio, mais isolado e distante (Jonas 1: 5). O porão era o último lugar que um marinheiro gostaria de estar em um momento de eminente naufrágio. Mas foi ali que Jonas escolheu estar. Talvez ele quisesse ver se atrairia a morte mais rapidamente. Não se envolveu na tentativa de salvação, na busca por uma solução como todos os outros faziam. Isolou-se e ficou ali.
E não foi só isso. Jonas conseguiu dormir um profundo sono em plena tempestade! Não era um sono da confiança, como o que Jesus dormiu no barco enquanto Ele e seus discípulos quase naufragaram na tempestade (Mateus 8;24). Era o sono da entrega, da desistência. Ele não se importava se o navio afundaria. Se ele sobreviveria. Não estava nem aí. No lugar mais fundo do navio. Era o sono profundo do desânimo. O mundo se acabava lá fora, mas Jonas não se importava. Não queria sair da sua letargia. Quem está depressivo, também dorme profundamente. Tanto metaforicamente quanto literalmente.
5. A reação dos companheiros. Quem está próximo, reage ao tipo de atitude que a pessoa com depressão tem. Na maior parte das vezes, fica impaciente com a atitude de quem está depressivo, estranha seu comportamento como algo fora do normal e pede para que a pessoa depressiva tome uma posição diferente. Vejamos. O mestre do navio disse para Jonas: “que tens, dormente? Levanta-te, invoca o teu Deus” (Jonas 1: 6). Primeiro estranhou sua atitude (que tens), depois caracterizou-o (pejorativamente) de “dormente”. Pedindo então para que se levantasse, incitou-o a buscar a Deus.
Quem está por perto, percebe a atitude negativa, depressiva. Geralmente exige uma reação, uma atitude diferente. Mas, assim como Jonas, geralmente o depressivo só investe mesmo é na depressão. Não na reação. A reação das pessoas ao redor de Jonas também nos mostram que ele estava neste estado depressivo.
6. Joguem-me no mar. O desejo de entregar sua própria vida, Jonas pede para que os marinheiros o joguem no mar. Ele queria morrer, embora não quisesse que os outros sofressem por causa dele. Mas aqui vale uma lembrança: é impossível ao depressivo se isolar e não afetar ninguém com seu estado. Ele acaba por afundar o barco de todos os que estão próximos. Sua situação arrasta a si mesmo e, não poucas vezes, os outros que estão ao redor, para o fundo do mar do desânimo, ou da destruição.
Ele continuava querendo fugir de Deus. Desta vez, tentando a morte. Jonas, ao pedir para jogarem ele no mar, não imaginou que seria engolido pelo grande peixe. Jamais pensou na forma como Deus trataria esta situação. Imaginou, como seria natural pensar, que morreria afogado. No fundo, esse era o seu desejo. Pediu que o matassem, já que um suicídio tem consequências desastrosas para a alma. Mas que ele desejou aberta e explicitamente a morte, dando a desculpa que isso seria a solução para todos os problemas, isso desejo, como fazem muitos que sofrem de depressão.
7. Assumir a culpa de tudo. No verso 12 diz que Jonas sabia que por causa dele estava ocorrendo aquela tempestade. Embora a auto-comiseração e uma insistência em se sentir culpado por tudo sejam características de uma pessoa depressiva, neste caso Jonas estava certo. Era realmente um julgamento de Deus por causa da sua desobediência. Mas também foi a maneira que Deus encontrou para tratar com Ele e salvar Nínive. Mas não significa que, de uma forma geral, não seja esta uma característica de uma pessoa depressiva: se culpar por tudo.
Jonas, como todo aquele que sofre em depressão, culpava-se pela situação. Na visão dele, como geralmente ocorre na mente de muitos que sofrem de depressão, a tempestade que assola os outros ao seu redor, é culpa sua. “por minha causa lhes sobreveio esta tempestade”. Me atirem ao mar que tudo se resolverá. Me matem que vocês ficarão bem. E o mais interessante, não é que Deus realmente acalmou a tempestade. Mas Jonas não tirou a própria vida. Se colocou nas mãos daqueles que estavam viajando com ele.

Bem, neste momento, estamos apenas identificando uma situação através dos sintomas que podemos ver na vida de Jonas, conforme registrado no livro bíblico que recebe seu nome. Esperamos, nos próximos estudos, analisar as consequências da depressão, a forma como Deus trabalha nessa situação e como sair disso, de acordo com as lições do próprio livro de Jonas e da situação de Elias. Mas podemos usar este primeiro estudo para tentar identificar em nosso ministério ou de outros, ou mesmo na vida de outros irmãos da igreja, a presença de uma depressão que precise de tratamento.
Que Deus nos abençoe.








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domingo, 1 de julho de 2018

Muitos fracos e doentes




Quando Paulo estava tratando dos problema na Igreja de Corinto (que não eram poucos), em determinado momento precisou lidar com a situação que ocorria na Santa Ceia deles (na época, era chamada de a festa do amor, e continha muito mais do que o partilhar de um pequeno cálice de suco de uva e um pedaço de pão). O capítulo 11 de I Coríntios trata disso, entre os versículos 17 e 34 e trata da questão de uma forma bem ampla. No momento, vamos lidar com apenas 1 dos aspectos aqui citados.
Trata-se do que ele cita no verso 30: “Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.”. E precisamos ler um trecho um pouquinho mais amplo, entre os versos 28 e 32, para entender melhor esta parte. “28Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. 29Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. 30Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem. 31Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.
Podemos ver Paulo preocupado com o fato de haver na igreja muitos fracos e doentes e outros que até já dormem. Paulo está falando de enfermidades espirituais principalmente, não ignorando outros tipos de fraquezas, doenças e “sonolências”. Se olharmos para a carta toda escrita aos coríntios, poderemos entender que haviam muitos problemas ali. Muitas enfermidades espirituais, sociais, morais. Provavelmente físicas também, mas estas já eram secundárias, dados os problemas todos nas outras áreas, considerados centrais por Paulo. Os que dormem, citados por Paulo, eram aqueles que já não davam mais atenção ao que era realmente importante. Haviam relegado o que era essencial para segundo plano e estavam dando atenção para coisas secundárias. Mas Paulo traz tudo à centralidade: Existe um motivo para fraquezas, enfermidades e sonolências.
Ainda precisamos lembrar que este capítulo 11 de Paulo antecede aos capítulos 12 a 14 da carta, que tratam dos dons e da necessidade de demonstrar amor através dos dons. Essa é uma outra questão muito importante para entender o que ele fala da Santa Ceia, mas por hora, apenas lembre disso. Não vamos entrar em detalhes por enquanto.
Paulo diz que o motivo desses problemas todos é comer e beber a ceia indignamente, trazendo para si mesmo condenação, pela falta de discernimento do corpo de Cristo (vs. 29). E a pessoa acaba fazendo isso porque não pratica um auto exame de sua vida, que leve ao arrependimento e mudança de atitude. Mas creio que para entendermos isso, precisamos ter mais claro o que Paulo queria dizer com “discernir o corpo de Cristo”. E, neste momento, para entender, precisamos lembrar que Paulo está escrevendo para uma igreja individualista, dividida, com muitos dons entre seus integrantes, os quais não sabiam, entretanto, usar os mesmos dons dados pelo Espírito para o bem do Corpo todo. Mas procuravam fazer uso egoísta dos dons, trazendo todos os problemas. Paulo diz no cap. 13 que o uso dos dons sem amor não vale de nada. Aqui em 11: 29, diz que a falta de discernimento, a falta de um entendimento correto do corpo de Cristo traz condenação. E esta condenação gera fraqueza, enfermidade e sonolência espiritual, emocional e física.
A igreja de Corinto estava doente. Paulo tentou ajudar eles a se curarem.
Muitas igrejas hoje estão doentes. Precisam da cura do Senhor. Mas precisam também entender como fazer uso do remédio correto. Fazer o tratamento correto. E, para ser igreja, é preciso entender o que é igreja, o que é discernir o corpo (a igreja). Discernir é entender a igreja. Entender sua participação neste corpo e agir corretamente. Se eu digo que faço parte de um corpo, mas não ajo conforme as regras do Senhor, começo a colocar este corpo em perigo. Imagine um rim tentando fazer o trabalho do coração. Não daria certo e traria problemas ao corpo. Da mesma forma, no corpo de Cristo (a igreja), cada um precisa entender sua participação, discernir o corpo. Agir corretamente. Só assim, evitará problemas. Se não discernimos o corpo, mas participamos da Ceia, como expressão máxima da nossa união com Cristo e entre os irmãos mas, nesta expressão, participamos de forma errada (sem discernir), então trazemos condenação para nós mesmos e problemas para o Corpo todo. Ou seja, se você é chamado para servir com diácono, mas insiste em querer ser um pregador, forçando uma situação que não foi direcionada pelo Senhor, então estará no lugar errado e causará problemas. E há tantos outros exemplos de situações problemas como esse.
Na igreja, há fracos e doentes, há os que dormem. Porque não entendem o corpo (a igreja), nem a sua participação neste corpo. Este entendimento é essencial. Era o centro do início da cura para a igreja de Corinto. E o é para muitas igrejas hoje em dia.
Deus nos abençoe.






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sexta-feira, 22 de junho de 2018

A Marca da Besta



A Bíblia fala sobre isso no Apocalipse 13: 16-18.

E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.
Antes de falar sobre isso, vamos lembrar alguns detalhes. O mais importante para entender o que Apocalipse diz é lembrar que João o escreveu numa linguagem simbólica, cheia de características referentes ao antigo testamento. Ou seja, para entender o apocalipse é preciso conhecer o conteúdo bíblico como um todo e interpretar de acordo com esse simbolismo apocalíptico.
Não. Não vou tentar fazer um monte de conta pra descobrir quem tem o número 666 no nome. O número “6”, na Bíblia, representa o homem, o ser humano imperfeito. Não quero tentar descobrir quem poderia ser esse homem, no momento.
Mas quero chamar a atenção para 2 fatos aqui apresentados. O de que a marca seria colocada na “mão” ou na “testa” e o fato de que a falta dessa marca impediria o comércio.
Por que, eu pergunto, em meio a tantas outras preocupações como terremotos, catástrofes, pestes e guerras, justo agora, quando se fala em marca da besta, colocado nas mãos ou na testa, a Bíblia fala de compra e venda, de comércio? A dinâmica econômica não é uma preocupação constante nos eventos que ocorrem no Apocalipse. De forma explícita, só aparece aqui. Por que, então, essa preocupação sobre a questão comercial quando se fala na marca da besta.



Eu acredito numa interpretação literal deste versículo. Em algum momento, um líder (a besta ou o anticristo) irá determinar que sejam marcados os que lhe são fieis e só estes tenham autorização para comprar e vender. Se formos mais abrangentes, talvez só estes possam ter atendimento em hospitais. Ou só estes possam ter documentos ou uma carta de motorista. Talvez os órgãos públicos e as grandes empresas adotem essa marca universal como crachá para marcar ponto no trabalho. Pode ser um tipo de cadastro de um governo ou um novo tipo de RG ou CPF. Já existe um chip, que pode ser implantado sob a pele (justamente na mão direita ou na testa), capaz de armazenar dados da pessoa, que facilite o pagamento de contas, debitando diretamente deste chip.
Mas mesmo que isso venha a ocorrer um dia desta, ou de outra forma, há uma interpretação mais imediata aqui. Pensar que seria esse chip um dia, além de ficar muito distante, é algo que será mais evidente e notório, pois será uma situação vista por todos.
Mas, considerando que a linguagem do apocalipse não é apenas literal, vamos entender o que significa a marca da besta de forma mais simbólica. Na Bíblia, a cabeça, a mente, a testa como parte visível da cabeça, representa a forma de pensar, a ideologia, as crenças de uma pessoa. Jesus mesmo disse que deveríamos amar a Deus com toda a força, coração, alma e com todo o entendimento (Mc 12: 30). E que os que são de Cristo têm a mente de Cristo (I Co 2: 16) ou, em outras palavras, quem não é de Cristo não tem a mente de Cristo. Então, a cabeça (ou a testa) pode representar a forma de pensar de alguém, que será marcada pela besta conforme diz apocalipse.
Então, estamos falando de a marca da besta definindo a forma de pensar de alguém, de um grupo. Isso fará com que aqueles que não possuam esta marca não consigam comprar nem vender.
De forma semelhante, a mão representa nossas obras, nosso trabalho, nosso labor. Assim também quem tiver a marca da besta na mão, significa essa marca definindo a forma de trabalhar destas pessoas. E quem não tiver essa marca no seu trabalho, também não conseguirá comprar nem vender.
Vejamos, qual é a marca da besta? Não seriam a desonestidade, o trabalho fraudulento, a atitude individualista de levar vantagem sobre o outro, a ganância e tantas marcas que vemos já nas relações comerciais de tantas pessoas? Mas nos dias citado pelo apocalipse, a situação ficará tão difícil que não será possível para aquele que tem a marca de Cristo, a mente e a atitude íntegra comprar nem vender. Isso já está acontecendo, quando vemos que aqueles que são honestos têm cada vez mais dificuldade em sobreviver. Parece que só conseguem fazer negócios hoje em dia aqueles que cedem às regras de um mundo cada vez mais tenebroso.
Mas manter o caráter e a integridade, mesmo com prejuízo próprio, com o firme propósito de permanecer fiel aos princípios bíblicos, sem se desviar, é realmente uma prova de fé. E, nos últimos tempos, seremos provados assim.
Será melhor mentir sobre um produto que se vende e garantir a comissão ou falar a verdade, arriscando-se a perder o salário (não conseguir comprar nem vender)? Para quem segue a Cristo, não pode haver dúvida quanto ao caminho a seguir. Mesmo que isso custe a provisão necessária. Há custos em se seguir a Cristo, em se manter fiel. É necessário que seus discípulos entendam isso.




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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Como Zaqueu




A história do publicano Zaqueu foi recentemente popularizada no meio evangélico através de uma música que conta a parte da história em que o cobrador de impostos subia numa árvore para ver Jesus, alegando que devo seguir o exemplo dele e tomar alguma atitude para também ser visto por Deus nas minhas necessidades. E como Jesus entrou na casa e vida de Zaqueu, a música pede que o Senhor entre também e mude a minha (casa e vida).
A história, na Bíblia, está em Lucas 19: 1-10.
E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.
Há muitos ensinamentos interessantes nesta história. É um acontecimento muito rico e Lucas, com seu alto poder de síntese, conseguiu traduzir em poucas palavras um acontecimento muito amplo e profundo. Poderíamos falar da posição social de Zaqueu, de como ele não se importou com sua imagem e alta posição, mas buscou ver Jesus. De como Jesus não se importou em estar na casa de um publicano ou mesmo olhou para um homem naquela situação. Ou da murmuração dos outros, que ficaram observando a situação toda.
Mas quero chamar a atenção para a parte final da história. Em como a salvação veio se tornar concreta na vida de Zaqueu, após a presença de Jesus. Zaqueu não seguiu Jesus apenas de intenção ou de palavras. Ele o fez por atitudes. Muito prática e muito direta e objetiva.
Zaqueu cobrava impostos. Certamente havia abusado do poder de cobrar e prejudicado muitas pessoas, explorado muitos pobres. Ele sabia disso. No caso, o arrependimento não bastava ser um pedido de perdão a Deus. Porque, neste caso, as pessoas prejudicadas continuavam a sofrer as consequências do pecado de Zaqueu (tinham menos recursos) e o próprio Zaqueu era um pecador arrependido que estava numa condição de restituir o fruto do seu pecado, do seu roubo.
Há casos em que nosso pecado não tem como ser restituído. Se ofendemos uma pessoa querida que já morreu, por exemplo, não podemos fazer nada, a não ser pedir perdão a Deus por ter ofendido aquela pessoa. Mas se eu ofendi alguém com quem convivo e me arrependo, então preciso ir até a pessoa e pedir perdão.
Se eu roubei pessoas, mas perdi todo o dinheiro que roubei e estou sem nada, não posso devolver aquele dinheiro. Mas, se tiver saúde, ainda posso me oferecer para algum trabalho em benefício daquela pessoa para, pelo menos como atitude de arrependimento, demonstrar minha boa vontade em compensar o que fiz de errado, se estiver verdadeiramente arrependido.
Arrependimento não pode ser apenas palavras, quando atitudes são possíveis ou necessárias. E assim fez Zaqueu. E assim deveríamos fazer cada um de nós. E foi somente depois disso que Jesus declarou: “Hoje veio a salvação a esta casa”.
Arrependimento verdadeiro vem sempre acompanhado das ações equivalentes.
Já imaginou, se pelo Espírito Santo, ao redor do Brasil, todo aquele que roubou, pequeno ou grande, depois de arrependido, voltasse ao lugar de onde roubou e devolvesse o fruto do seu roubo? Só o agir do Espírito Santo para realizar algo assim. Seria cura para uma Nação.



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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Somente o povo de Deus...


Entendendo melhor a promessa de Deus feita a Salomão, com relação ao templo que estava sendo inaugurado, precisamos entender que as promessas feitas a Israel, agora são dirigidas à Igreja, povo de Deus, que é chamado pelo seu nome.
Para que o objetivo final venha a ser atingido e possamos morar numa nação abençoada, é necessário que o povo de Deus se faça presente, com sua influência santa, sua intervenção, que traga a verdadeira justiça e seja um povo realmente sal da terra e luz do mundo no meio de uma geração perversa. Se o sal não salgar, então para nada presta e tudo se perde.
E para que suas orações “funcionem”, é necessário que primeiramente o povo de Deus esteja purificado e santo diante da presença de Deus. Não adianta nada pedir pelo fim da corrupção e continuar agindo como corrupto. Deus não vai ouvir esse tipo de oração.
Enquanto os líderes da igreja no Brasil continuarem pregando um evangelho que visa a obter benefícios pessoais, inclusive induzindo o povo ao erro, levando a cada um nesta nação acreditar que para obter bênçãos não tem problema realizar uma transgressãozinha da lei de Deus e ensinar que “os fins justificam os meios”, enquanto isso acontecer, não haverá cura no Brasil, não haverá terra sarada, não haverá verdadeiro avivamento e verdadeira restauração.
Muitos dizem que pequenas transgressões serão perdoadas. Mas isso quando é feito sem querer e há verdadeiro arrependimento. Uma transgressão planejada, com o fim de obter vantagem, ainda mais enquanto a pessoa acha que isso justifica uma bênção recebida, não será perdoada, não haverá restauração.
Mas alguns podem perguntar do que estou falando. Falo das pequenas e das grandes coisas. Porque quem é fiel no pouco, é fiel no muito. E quem é infiel no pouco, é infiel no muito (Lc 16: 10). Então, quando se abre uma possibilidade para transgredir pouco em benefício próprio, logo esse pouco aumenta. Por isso, os padrões do Senhor são rígidos e altos. Porque se se deixa abrir excessões, logo temos uma grande abertura, e o certo vira errado, e o errado vira certo.
Assim, quando o povo de Deus ora pedindo para terminar com a corrupção de milhões realizada por políticos, mas consente em não assinar a carteira de trabalho para continuar recebendo seguro desemprego, baseado numa mentira, então sua oração não tem validade. Ainda mais um caso assim, que é um pecado planejado, não um tropeço sem intenção.
E não importa, se é o patrão ou o empregado. Consentiu num erro assim, contaminou-se. É necessário voltarmos aos padrões de Deus. Não nos contaminar com pouco. Porque um pequeno e invisível vírus, se encontrar ambiente propício, derruba os maiores mamíferos, depois de multiplicado, derruba os homens mais fortes. Uma pequena concessão ao pecado e à transgressão, à injustiça e à corrupção torna-se grande. A igreja tem feito muitas concessões, ao longo de muito tempo.
Cada vez que a igreja negou ajuda a uma viúva ou a um órfão. Cada vez que negou justa remuneração a um missionário, mas agiu com balança desigual, fornecendo salários exorbitantes a pastores locais, tornou-se abominável ao Senhor (Provérbios 11: 1). Necessita se arrepender.
Cada vez que um pastor ou administrador, ou conselho ou presbitério disse não haver dinheiro para evangelizar, para enviar e sustentar missionários, mas teve dinheiro para reformar desnecessariamente seus templos, encher de luxo vão seus prédios e juntar riquezas desnecessárias, então cometeu pecado perante o Senhor e não pode ter sua oração ouvida. Precisa se arrepender, antes de mais nada.
O trabalho de pedir para Deus sarar esta nação é do povo de Deus. Através de seu exemplo e de sua atitude correta, a justiça precisa voltar a reinar. Quando até líderes de igreja se colocam em alianças fraudulentas com líderes políticos, para obter vantagens pessoais ou para pequenos grupos, de forma ilegal, imoral ou excusa, perde todo seu poder para orar e clamar pelo agir de Deus. Sua oração não é mais ouvida.
Porque Deus ouvirá, perdoará os pecados e sarará a terra. Mas apenas se o SEU POVO, se humilhar, orar, buscar Sua face e se converter dos seus maus caminhos.




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