segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

II João – O amor e a verdade

 

Neste livro bíblico de apenas 1 capítulo, com 13 versículos, o apóstolo João está preocupado com o amor e a verdade. Estas duas palavras são o assunto desta pequena carta.

João deixa claro, em primeiro lugar, que o amor é um novo mandamento do Senhor Jesus para seus seguidores. Que é o maior e mais importante mandamento e que o cumprimento do mandamento de amar uns aos outros é a prova maior do amor que temos por Deus, pois não adianta apenas dizer que amamos a Deus, se não amarmos uns aos outros.

O mais interessante, nesta carta, é sua objetividade. João não faz uma explanação teológica mais explicativa porque não sente a necessidade de repetir o que Jesus já tinha dito. Ele apenas cita o Mestre e, como quem diz assim: “se Jesus disse, está dito e não há o que discutir”, ele simplesmente termina esse assunto do amor deixando claro que nada pode ser acrescentado ao que o Senhor Jesus já disse.

Por duas vezes ele cita “já desde o princípio ouvistes” e cita as palavras de Jesus para deixar claro que não há nada mais a ser dito. Afinal, o que poderíamos acrescentar à ordem de Jesus? Basta obedecer e fazer o que Jesus mandou. E João, na verdade, cita 2 mandamentos que se complementar, num ciclo virtuoso, sendo que o primeiro leva ao segundo e este ao primeiro novamente, gerando um ciclo de amor e obediência.

Primeiro João diz que não quer dar um novo mandamento, mas aquele novo mandamento que Jesus disse: o de amar uns aos outros. Então, aqui, o mandamento é amar. Em seguida ele diz que o amor se resume em cumprir seu mandamento, ou seja, em obedecê-lo. Então o mandamento é amar e a prática do amor é cumprir seu mandamento! Não há mais o que dizer sobre isso e João encerra o assunto.

Já na parte final, ele fala sobre a verdade e o perigo dos falsos mestres, que ensinam o engano e não a verdade. E, preocupado em que seus discípulos não venham a ser enganados, mostra uma maneira prática de como reconhecer aquele que fala a verdadeira Palavra de Deus ou não. Através da perseverança na doutrina de Cristo e em confessar que Ele veio em carne. São dois sinais claros para percebermos aqueles que realmente falam a verdade ou não. Nas palavras de Jesus, seria reconhecer pelos frutos. João diz que devemos verificar se há perseverança no seguimento da doutrina de Cristo. Se há afastamento e apostasia, negação da doutrina de Cristo, então não há verdade.

Seguir ao mandamento, amar, reconhecer a verdade para não ser enganado quanto ao mandamento a ser seguido. Nesta carta, de forma muito objetiva e direta, o apóstolo está preocupado com seus seguidores e mostra-lhes como é simples e direto seguir os mandamentos do Senhor. Só não segue, quem não quer.

Pr. Lucas Durigon





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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Liderança: Organizar ou dominar?

 

O jogo político da liderança na igreja
e sua doutrina 
asseverada por Deus”
que dá o direito de levar 
os outros pela vontade de um!


Exercer autoridade. Para alguns é um peso. Para muitos um desejo. Ter pessoas sob seu domínio é mesmo o sonho e objetivo de vida de muitas pessoas. Muitas vezes colocam esse objetivo como um “fim-em-si”. Para se chegar ao domínio, existem vários caminhos: há pessoas com o dom natural de liderança, ou por serem carismáticas, ou por serem organizadas, cuidadosas, zelosas ou ativistas.

Há outras que são colocadas nesta posição por terceiros, seja por necessidade estratégica, por serem centrais ou outros motivos.

Há ainda aqueles que não se conformam com o fato de não poderem ser líderes, e tentam galgar este posto por decreto. Definem que são líderes e assim se auto-investem de poder. Isso é um problema tanto mais grave quanto mais autoritário for o líder e menos críticos forem seus “súditos” ou “discípulos” ou “seguidores” (ou seja qual for o nome que se queira dar). E se torna mais forte quanto maior for o nome de quem assevera esta autoridade. Nesta última consideração, há um grande problema com autoridades eclesiásticas que se dizem investidas de poder por parte de Deus e, com isso, desejam “orientar” os discípulos.

É bem verdade que há pessoas que parecem gostar de serem dominadas, de serem “orientadas” e levadas de acordo com a vontade de outros. Porém há outras que se deixam levar por comodismo, desinformação ou medo mesmo.

Nas igrejas, esta forma é bem conhecida: “Deus me falou”, “estas são palavras de Deus e não minhas”, “esta é a vontade de Deus”, “Deus está me revelando” e tantos outros chavões que dão o aval para que o indivíduo fale o que quiser. Neste falar o que quiser, há uma doutrina no mínimo interessante: é a doutrina da liderança: todos devem “seguir ao mestre” e obedecer, como ouvi há pouco tempo de maneira “total, completa e com alegria”.

Ou seja, alguém diz o que fazer e todos seguem, acrítica e cegamente, “com alegria”. Isso me faz lembrar Jesus: “guias cegos, que levam outros ao buraco”. Não sou contra a liderança. Mas que não seja como meio de dominação, mas sim de organização. O papel do líder é contribuir para o andamento de um grupo e/ou de seus trabalhos. É fazer com que todos caminhem rumo a um propósito, rumo a um alvo comum, é manter a unidade do grupo pelo interesse comum que une aquele grupo… e essa união precisa ser espontânea, não pode ser imposta!

Quando o líder exige que todos façam exatamente como ele deseja que seja feito ou acha correto ser feito, mas alguns integrantes do grupo têm dúvidas quanto a esse andamento (ou pior, se todos os integrantes têm dúvidas e só o líder crê ser aquele o caminho), então haverá um atrito que será, indubitavelmente tratado de forma política. Para utilizar de algumas definições do Aurélio, política é “3. Arte de bem governar os povos. 8. Habilidade no trato das relações humanas, com vista à obtenção dos resultados desejados. 9. P. ext. Civilidade, cortesia. 10. Fig. Astúcia, ardil, artifício, esperteza.”. Este trato político pode ser feito de forma saudável (com cortesia e civilidade, tratando com habilidade o grupo a fim de se chegar ao alvo) ou de forma depreciativa (com astúcia e ardil, usando de esperteza para se chegar ao objetivo desejado – pelo indivíduo – sem se preocupar com civilidade ou cortesia ou qualquer forma de habilidade no trato com as pessoas).

Creio Deus ter instituído a liderança. E creio que Deus tem objetivos quando concede a algumas pessoas o dom ou a posição de liderança. Mas prefiro acreditar nisto como um modo de organizar e facilitar para que se chegue melhor e mais rápido ao alvo desejado. Ou seja, se todos caminham, cada um para um lado, de acordo com suas próprias necessidades, seria difícil atingir um objetivo comum. Mas se alguém leva todos por um mesmo caminho, mesmo que com ideias diferentes, mas que podem se acertar e continuar caminhando, objetivando mais o alvo do que as diferenças.

Mas esta questão de se ter alguém que é um guia absoluto, a quem temos de obedecer de maneira “completa, total e com alegria”, leva também a um problema muito sério de desgaste! Quem conhece a ilustração dos gansos sabe o que estou falando. Eles voam em formação de “V”, a fim de aproveitar o vácuo do ar, criado pelo “líder” na vértice da formação. Quando este líder se cansa, outro vem e toma o seu lugar, criando o vácuo para facilitar o voo dos outros e o que estava cansado vai para o fim da formação e descansa. Eles revezam a liderança. É a mesma questão de Moisés e o conselho de Jetro. Quando um líder é absoluto e autoritário, sua falta leva a uma estagnação de todo o grupo. Se, porém, é um líder político, no sentido melhor da palavra, poderá sempre ter alguém que o substitua na “formação”, para que o grupo sempre continue em andamento, rumo ao objetivo.

Para concluir, precisamos entender exatamente o que significa “política”, usá-la de acordo com suas melhores prerrogativas e parar de asseverar palavras nossas com a voz de Deus, como se tudo fosse “da vontade de Deus”. Seria muito melhor se os líderes entendessem que a liderança é um dom de Deus, mais perto do serviço que do autoritarismo, assim como o ganso…

Pr. Lucas Durigon



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domingo, 20 de dezembro de 2020

7. A vitória de Cristo para nós é a vitória sobre o pecado

Não é fácil vencer o pecado.
Sozinhos não somos capazes disto.
Pra Jesus, custou sua vida, numa morte de cruz!
 


Em I Co 15: 57, Paulo diz “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” e muitos entendem neste versículo uma vitória dos problemas da vida, da dificuldades, talvez financeiras e das situações que nos deixam em dificuldades. Mas quando Paulo fala isso, está se referindo à nossa vitória sobre o pecado. Não é fácil vencer o pecado. Sozinhos não somos capazes disto. Pra Jesus, custou sua vida, numa morte de cruz! Somente por este Jesus Cristo, somos capazes disto. Então, Ele nos dá a vitória, para aqueles que nele creem, para podemos vencer o pecado e, com isso, mantermos nossa comunhão com Deus, o Pai. Ao manter essa comunhão, seremos fortes, vencedores em outras áreas, prósperos, porque teremos a ajuda de Deus em tudo o que fazemos, mantendo nossa vida longe do pecado. E, então, na prática, o resultado final é o mesmo. Porém, não podemos pular esta etapa. Achar que a vitória é direto para os problemas desta vida, porque, senão, vamos pensar que não há necessidade de vencer o pecado, de viver uma vida santa, de identificar o pecado e interromper o processo destrutivo que ele tem sobre nossas vidas.

Antes do versículo citado acima, Paulo pergunta “55Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? 56O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” e então responde com o verso 57: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Então, é preciso entender de que tipo de vitória Paulo está falando. Senão, pode-se pensar que um emprego novo ou a troca de um carro é a vitória da qual Paulo está falando.

Mas Jesus não foi à cruz morrer para nos dar vitória de conseguir um emprego ou carro novo. A vitória que Ele nos promete é a vitória sobre o pecado!

Veja, o diabo sabe que a única coisa capaz de afastar Deus de sua criação é o pecado. Porque nenhuma outra coisa é capaz de fazer isso: nem altura ou profundidade, perigo ou espada. Mas perceba que Paulo está falando, no capítulo 8 de Romanos, onde diz que nada pode me separar do amor de Cristo ou do amor de Deus que está em Cristo, mas não inclui o próprio pecado nesta lista. Paulo diz que as dificuldades e provações da vida não nos podem separar de Jesus, do seu amor e do amor de Deus. Mas o pecado pode. Antes, no início do capítulo, Paulo deixa claro que há uma escolha a se fazer: ou vivemos pelo Espírito de Deus, ou seja, guiado pelo Espírito de Deus, para justamente fugir do pecado e permanecermos vivos no Espírito em Deus, ou escolhemos viver na carne, alimentando os desejos da carne e sermos tragados pelo pecado e, neste caso, estamos mortos e não vivos, não estamos debaixo de Cristo, sequer vivemos nele. Então, se estamos junto a Cristo, unidos por seu amor, porque vivemos pelo Espírito, longe do pecado, então, nesta condição e com este tipo de vida, nada poderá me separar deste amor. Porque estou em Cristo. Mas, se estou no pecado, se vivo no pecado, então não estou em Cristo e, neste caso, o amor de Cristo sequer está em mim. Já estou separado deste amor pela escolha da vida na carne, e não na vida do Espírito.


Pr. Lucas Durigon




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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

6. Tipos de Pecados

Se a restauração do pecado começa
com o reconhecimento do pecado,
uma das primeiras coisas é sabermos 

O QUE É PECADO. 


 

Muitas pessoas há que sequer sabem sobre o que é pecado ou não, o que ofende a Deus. E, mesmo que atualmente muitas atitudes pareçam serem “normais” e embora muitos pensem que algumas coisas deixaram de ser pecado, para Deus não mudou, em muitos aspectos, aquilo que Ele ainda considera pecado.

Há muitos que pensam que existem 3 pecados: matar, roubar, adulterar. Muitos que dizem não fazer estas coisas e, por isso, se consideram boas pessoas e que vão para o céu por isso. Infelizmente, essas pessoas estão muito longe da verdade e, provavelmente, a caminho de um engano que as levará direto para a condenação. Mas as possibilidades são muitas.

Conhecer a Palavra de Deus para saber o que se deve ou não fazer é o primeiro passo de quem deseja realmente vencer o pecado.

Se olharmos para os dez mandamentos, já teremos uma boa noção dos pecados que Deus deseja que não cometamos. Não ter outros deuses, não idolatrar nem adorar imagens e não tomar o nome de Deus em vão já é um grupo de instruções que nos mostram que Deus não divide sua glória com ninguém. Ele faz questão de ser o único adorado por nós, em nossas vidas. Nada nem ninguém mais deve ocupar este lugar em nosso coração.

O mandamento para guardar o dia do descanso é um mandamento que aponta para Deus (dedicar este dia a Ele), para nós (dar descanso ao nosso corpo) e para o próximo (o descanso é para todos).

Os próximos 6 mandamentos apontam para nosso próximo, o que devemos ou não fazer para com o nosso próximo: Honra a teu pai e tua mãe, não matar, não adulterar, não roubar, não levantar falso testemunho, não desejar nem cobiçar o que é do próximo. A maioria das pessoas conhece o 6º, 7º e 8º mandamentos, mas quero só dar uma atenção aos 2 últimos: não levantar falso testemunho, que inclui as fake news, as fofocas, injúrias, mentiras, difamação e tudo o que se refere a falar do próximo o que não é verdade. E também o pecado da inveja, da cobiça sobre tudo o que seja propriedade do meu próximo.

Bem, estes 2 últimos parecem, que ultimamente, andam meio esquecidos. Os primeiros 3, referentes a Deus também recebeu uma reforminha, tem um jeitinho, para que as religiões que adoram imagens possam dar uma desculpa para continuar pecando. Mas o importante é saber que não mudou. Deus não mudou. E gostaria de chamar a atenção aqui para o fato de que se apenas nestes 10 mandamentos, que são mais um resumo da lei de Deus do que propriamente a totalidade dela, se apenas neste grupo de 10 leis, muitos já esquecem da maioria, o que dirá se todo o desígnio, se toda a vontade de Deus, expressa na Bíblia, vier a ser exigida?

O novo testamento nos informa, por exemplo, que aquele que sabe que pode fazer o bem e não o faz, comete pecado (Tg 4: 17). É o pecado da omissão, da passividade, do “não é problema meu”, o pecado de não proteger o vulnerável, não agir em prol da viúva, do órfão, do pobre e do estrangeiro. É o pecado de passar pela rua e deixar o caído sem ajuda, como na parábola do bom samaritano (Lc 10: 30-37). Este pecado, por si só, engloba um grupo bem grande de (falta de) atitudes.

O pecado de desprezar Deus, de não lhe dar glórias (Rm 1: 21), porque então minha devoção se dirige a outro que não seja Deus, porque não há neutralidade nesta questão de devoção.

Se formos para o apocalipse, cap. 21: 8, veremos que Deus destina para o lago de fogo e enxofre todos os tímidos, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicadores, feiticeiros, idólatras e mentirosos. É uma lista bem ampla e quero dar uma breve explanação sobre cada item aqui. A Bíblia não condena ao inferno alguém tímido como uma característica da personalidade da pessoa, aqueles que não sentem-se bem em falar em público. Até mesmo Moisés pediu ajuda para libertar o povo, por ser alguém nesta característica. Mas tímido, neste contexto bíblico, é aquele que não toma atitude, como o pecado da omissão do qual Tiago fala. O tímido que não vai para o céu é o que não tem coragem de agir conforme precisa agir. Não executa as mudanças de vida de que precisa, não toma atitude de ajudar ninguém e por aí vai. Mesmo alguém tímido no sentido de ficar quieto e não falar em público, pode ter mais atitude para ajudar alguém do que o falador.

Os incrédulos são todos os que não creem em Deus e em seu filho Jesus Cristo. Para estes, não há salvação. São os ateus de hoje, se assim o permanecerem e insistirem nesta loucura. Não crer em deus e em seu filho Jesus Cristo, simplesmente afasta a pessoa da salvação do céu, porque não se pode viver com alguém de quem não se crê. Os abomináveis, citados no apocalipse, são um grupo grande, porque Deus cita, por toda a bíblia, várias situações que tornam a pessoa abominável a Deus. É um termo genérico para abranger muitos tipos de pecados.

Vejamos alguns exemplos. Quem tem 2 pesos e 2 medidas, é abominável (Dt 25: 13-16) porque isso representa aquele que comete injustiça. Quem fala com os mortos ou faz adivinhações também (Dt 18: 10-12). Dar e oferecer ao Senhor o que é o “resto” (Dt 17: 1) e ofertar ao Senhor dinheiro de origem imoral (Dt 23: 18) também o são. O homem vestir-se de mulher e a mulher de homem (Dt 22: 5). Semear contenda entre irmãos (Pv 6: 16-19) e tantos outros, pois a lista é longa e, no versículo de apocalipse, a intenção foi mesmo usar uma palavra que abrangesse muitas situações.

Em todas estas situações, Deus está falando para aqueles que praticam este pecado continuamente, sem se arrependerem. Não herdarão o reino de Deus.

Paulo ainda diz em I Co 6: 9-10 que também não há espaço no céu para injustos, avarentos, efeminados, sodomitas, devassos, maldizentes (…). E em Gálatas 5: 19-21, acrescenta à lista os glutões e beberrões, invejosos, porfias, emulações e iras, pelejas, dissensões e heresias, fornicação, impureza e lascívia (…).

Ou seja, há muitos pecados que causam o afastamento da pessoa de conseguir ir para o céu. Mas todos eles estão falando das pessoas que praticam estas coisas continuamente, sem se arrependerem, se deixando escravizar por esses pecados. Veja o exemplo do maldizente, por exemplo. Será que muitos de nós já não cometemos, uma vez que seja, talvez até na “melhor das intenções” o ato de falar mal de alguém para outra pessoa. Mas se foi um fato isolado, esporádico, ainda se pode arrepender e pedir perdão. Mas, aquela pessoa que tem essa atitude como parte de seu caráter, de sua vida, que não pode encontrar alguém que já deseja sair falando “da última” notícia referente ao outro irmão, então esse tipo de pessoa, que vive nisso, está numa situação bem difícil.

O problema é pensar que muitas destas atitudes são normais e aceitas por Deus só porque, nos dias de hoje, todos as praticam, só porque a sociedade corrompida acha normal, não condena estas atitude, é um perigo pensar que Deus também acha tudo isso normal.



Pr. Lucas Durigon




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domingo, 13 de dezembro de 2020

5. O pecado é a única força capaz de bloquear meu relacionamento com Deus

Isaías deixa claro que meus pecados
me separam do meu Deus (Is 59: 2).
Eu acredito que no momento que pecamos,
Deus vira as costas para nós.
Não ouve mais nenhuma oração,
a não ser a oração de contrição,
o pedido de perdão pelo pecado cometido.

Deus andava com Adão no Éden, na viração do dia, ou seja, no cair da tarde. Porém, quando Adão pecou, Deus não mais veio visitar Adão, porque o relacionamento foi rompido. Durante todo o Antigo Testamento, o relacionamento rompido pelo pecado era restabelecido quando o sumo sacerdote, 1 vez ao ano, oferecia ao Senhor sacrifício pela expiação do pecado, e este entrava para o santo dos santos, para dentro do véu, a fim de conversar com Deus. E então, quando Jesus morreu na cruz do Calvário, o véu do templo se rasgou (Lc 23: 45), simbolizando que todo o acesso ao pai estava liberado através de Jesus Cristo, do seu sangue (Hb 10: 19-20).

Resumindo, em Adão o relacionamento foi rompido. A lei veio e trouxe a possibilidade de restabelecer pelo sacrifício e em Jesus o caminho ficou aberto novamente, desde que o homem escolha passar pelo sangue de Cristo, ou seja, morrer com Cristo para viver com ele (II Tm 2: 11), através do arrependimento dos seus pecados, da remissão dos seus pecados e do batismo em águas.

Isaías deixa claro que meus pecados me separam do meu Deus (Is 59: 2). Eu acredito que no momento que pecamos, Deus vira as costas para nós. Não ouve mais nenhuma oração, a não ser a oração de contrição, o pedido de perdão pelo pecado cometido. Deus espera que restabeleçamos o relacionamento com Ele, antes de atender a outros pedidos. Isso é um tipo de birra da parte de Deus? De maneira nenhuma. Sua santidade e justiça não permite que Ele tenha comunhão com o pecador. Por isso, ao pecarmos, precisamos imediatamente corrigir o erro.

É preciso lembrar que, com Deus, não tem “jeitinho”, não tem “negociação”, suborno, nada. Ele não volta atrás naquilo que determinou e só aceita um pedido daquele que está em pecado: o pedido de perdão. Mas para quem pensa que Deus é um carrasco por agir assim, quero lembrar que isso é sua característica de ser justo. Afinal, estas expressões que citei ali no início do parágrafo costumam caracterizar pessoas que distorcem a justiça, que são propensas a negociações para livrar a cara de quem pode pagar mais e por aí vai.

Imagine se Deus tratasse as pessoas de forma diferente, conforme sua condição social. Quer dizer, um pobre poderia cometer o pecado de roubo, mas um rico não! Seria justo? Este seria um Deus justo? E, embora haja atenuantes (mesmo na lei dos homens) para quem comete roubo a fim de alimentar a família, ainda é roubo e existe pena para isso. Imagine um Deus que se deixasse levar por um suborno de um rico para não levar em consideração o fato de que cometeu homicídio porque estava com problemas emocionais, para livrar a cara do cometimento do crime / pecado. Um Deus que agisse assim, não seria muito justo.

Então, para Deus, todos somos iguais. Grandes ou pequenos, ricos ou pobres, todos precisam pedir perdão pelo pecado cometido ou não terá mais um relacionamento de Pai e Filho com Deus. Estará fora da família, até decidir pedir perdão. Mas perceba que, além de Deus tratar todos de uma forma igual, o que ele pede que façamos (todos) é acessível a todos. Quero dizer, no novo testamento, o que Deus pede é um reconhecimento do pecado e que a pessoa tenha a humildade de pedir-lhe perdão, e àqueles contra quem se cometeu o pecado, quando envolve mais pessoas. Diferente do Antigo Testamento, quando se pedia a oferta de animais para a expiação do pecado, agora a expiação foi feita em Cristo Jesus e para cada um de nós basta a humildade de pedir o perdão, de forma sincera, que tudo volta ao normal. Temos, pela graça de Cristo, um advogado para isso. Esta é a primeira correção do erro: pedir perdão e recompor o que foi prejudicado, quando possível e quando for o caso.

Muitas pessoas podem achar que Deus é um tipo de carrasco. Que não perdoa aqueles que cometeram pecado. Mas a verdade é que o processo, hoje em dia, é muito fácil. Basta a humildade de reconhecer e pedir a Deus, em nome de Jesus, o seu perdão, que tudo está resolvido. O problema é que muitas pessoas não querem admitir seu pecado, seu erro. Não querem, como Adão, assumir a culpa, a responsabilidade do que fizeram. Muitos colocam a culpa em outras pessoas, em circunstâncias, em acontecimentos ou ocasiões e fazem de tudo para não assumir a culpa, impedindo que se volte a ter um relacionamento pleno com Deus. Como Adão, que disse ser culpa daquela mulher “que o próprio Deus lhe havia dado”, muitos dizem para Deus que a culpa é da situação da vida, “que Deus arrumou para ele”, ou que aquela pessoa que provocou o pecado, aquela pessoa que “Deus colocou no meu caminho” e, no fundo, o único objetivo é disfarçar e desviar da única verdade incontestável. Que o culpado precisa reconhecer a culpa para ser perdoado. Mas sabemos que isso é difícil para qualquer um. Mas é o orgulho humano, a arrogância e prepotência que impede as pessoas deste reconhecimento.

E assim, Deus não pode, pela sua justiça, ter um relacionamento com alguém arrogante e orgulhoso, como satanás o foi ao tentar tomar o lugar de Deus, alguém que não se humilha para reconhecer o seu pecado e corrigi-lo.


Pr. Lucas Durigon




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quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

4. É preciso reconhecer, confessar e pedir perdão

Não confunda o amor e a misericórdia de Deus
com uma atitude como se não fosse necessário pedir perdão,
nem se arrepender.
 

 

O amor e misericórdia de Deus fazem com que Ele esteja sempre disposto a te receber de braços abertos e ouvir seu pedido de perdão, quando você estiver pronto para pedir, assim como na história do filho pródigo. Mas, como na parábola, Deus não vai atrás de você, se a sua escolha foi se afastar. Ele quer você de volta, para um relacionamento com Ele. Mas não vai, jamais, por maior que seja o amor dele por você, quebrar as próprias regras e transgredir a própria lei só pra voltar a se relacionar com você.

Se foi você quem se afastou de Deus pelo seu pecado, cabe somente a você procurar retomar seu relacionamento com Deus pelo arrependimento e pedido de perdão. E assim como o pai do filho pródigo, Deus também te espera na porta, de braços abertos, pelo seu retorno.

Você precisa entender que Deus te quer de volta, mas pela sua justiça, Ele exige seu arrependimento, o que é crucial para ter o perdão dEle. Na parábola do filho pródigo, o pai não foi atrás do filho, quando ele foi embora. Mas aguardou sua volta, pois a decisão do arrependimento tinha de ser do filho. Esperava ansiosamente sua volta, a ponto de aguardar na porta, para correr e abraçar o filho quando voltasse. E foi capaz de se alegrar com seu retorno, independente do que Ele havia feito de ruim, a ponto de fazer uma festa. O irmão mais velho só enxergava tudo o que ele havia feito de ruim. Mas o pai alegrou-se com a decisão da volta. E festejou.

Me permita dar um exemplo. Suponhamos um casal de adolescentes, em torno dos 17 anos. Frequentadores da igreja. De repente, ainda solteiros, a moça fica grávida e, por causa deste pecado de fornicar antes do casamento, eles se afastam da igreja, com um pouco de vergonha, talvez da situação, do que tenham feito, do julgamento dos outros. Talvez não se julguem mais dignos de estar na presença de Deus, ou então que não resolve tentar ser fiel a Deus porque, no fim das contas, sempre se acaba pecando: então é melhor desistir mesmo. Bem, este é o primeiro erro, ao cometer um pecado. Se afastar ainda mais de Deus, além do afastamento que o próprio pecado já proporcionou. Então a solução aqui seria pedir perdão a Deus e voltar para a comunhão na igreja e ao relacionamento com Deus.

Bem, o filho pródigo, enquanto estava longe de casa, precisou passar pelas consequências do seu pecado para perceber que precisava voltar atrás. O pai dele não foi lá buscá-lo. Esperou pela sua volta.

No exemplo acima do casal jovem, suponhamos que a história continue. Que eles permaneçam longe. E que um pastor, como um representante de Deus, na melhor das intenções, foi até eles, convidando-os a voltarem para frequentar a igreja. Imagine que, quando este pastor lhes diga para voltar e eles informem a vergonha que sentem com relação ao pecado que cometeram, imagine que o pastor apenas lhes digam que não precisam sentir vergonha. Que devem voltar assim mesmo. Porém, não cita nada com relação ao pecado cometido e à necessidade de arrependimento. É como se dissesse “vamos esquecer isso, está bem. Apenas voltem e tudo ficará bem.”

A verdade é que o pecado é destruidor. Apenas “deixar pra lá” não resolve.

Então, no exemplo acima, claro que Deus não deseja deixar a pessoa afastada pra sempre. Mas sua justiça também não permite que tudo fique por isso mesmo. Então o certo seria aquele casal de jovens saber que Deus deseja que voltem ao relacionamento com Deus, que voltem à igreja, mas não sem antes reconhecerem seu pecado e pedirem perdão a Deus. Então, eles precisam saber que Deus os ama. Que os quer de volta. Mas que também precisam reconhecer o seu pecado, se arrepender de verdade e com sinceridade de coração, pedir perdão e então voltar-se para Deus e para o convívio na igreja, na família de Deus.

Certa vez ouvi de um pastor que, para ele, quando há um problema com outro irmão da igreja, quando uma ofensa ou um pecado foi cometido, uma boa conversa resolve tudo. Não é bem assim. É necessário que o pecado seja reconhecido, citado e pedido perdão por parte de quem o cometeu. Fingir que nada aconteceu, apenas seguir em frente não é uma solução quando se trata de resolver o problema do pecado cometido.

Mas temos de entender uma coisa: certos tipos de pecado, quando cometidos, geram prejuízos, problemas à vítima, se o pecado foi cometido contra outra pessoa. Nestes casos, o pedido de perdão não são apenas as palavras. O pedido de perdão, para ser realmente considerado, deve vir acompanhado das atitudes a fim de reparar o problema que o pecado causou. Nos casos onde há reparação a ser feita, e esta seja possível de ser feita, não fazê-la implica em dizer que o pedido de perdão não é real, nem sincero. Veja o caso de Zaqueu (Lc 19: 2-10), cobrador de impostos que recebeu Jesus em sua casa para um jantar. Ao perceber que era um pecador, por tomar das pessoas mais do que lhe era de direito, ou seja, roubar, tomou a atitude de devolver a quem tinha roubado, e distribuir aos pobres parte dos seus lucros, por saber que suas atitudes tinham gerado problemas e prejuízos na vida de muita gente e, um pedido de perdão apenas de palavras não era, neste caso, suficiente.

Vamos imaginar a seguinte situação. Eu briguei com meu pai e o ofendi severamente, não vindo mais a falar com ele depois disso. Três meses depois, ele morreu, sem que eu tivesse tido a atitude de pedir-lhe perdão. Mas agora, após sua morte, não tem mais como pedir o perdão a ele, nem restituir-lhe nada, caso seja necessário. Eu só posso me dirigir a Deus e pedir perdão a Deus pelo ocorrido com meu pai. Não há mais nada a se fazer. Então meu pedido de perdão é dirigido a Deus.

Em outra situação hipotética, alguém trabalhava numa empresa e passou alguns anos, antes de se converter, desviando dinheiro e material de um setor da empresa para si. Ao perceber que isto era um erro, um roubo, um pecado, resolve pedir perdão ao dono da empresa, mesmo que isto custe o emprego. Mas não tem efeito nenhum se, junto com a conversa, o pedido verbal de perdão, eu não devolver o dinheiro roubado. Se apenas pedir perdão verbalmente, mas ficar com o conforto que o fruto daquele roubo me trouxe, na verdade eu não houve arrependimento genuíno, pois há o desejo de ficar com o que se roubou. E Deus deixa isso bem claro: quando for possível, devo restaurar o que o roubo me trouxe de benefício a quem de direito.

Nestes casos, a restituição faz parte do processo de pedir perdão.

Veja outro exemplo: suponhamos uma vida de crimes, onde um pai de família é morto e agora sua família não tem mais como se sustentar adequadamente. Apesar do sustento dado pelo governo, algumas coisas aquela família ficará privada, para o resto da vida, pela falta do provedor. E não é possível restituir a vida ao que morreu. Só que, neste caso, o pecado não foi apenas contra quem morreu. Também foi cometido contra uma esposa, talvez filhos. E talvez também, o homicida não possa sustentar essa família com seu salário. Se o puder, se houver arrependimento genuíno pelo ato, apenas o pedido de perdão não é suficiente, e sim a atitude de ajudar aquela família a suprir a falta que o provedor causa. Se não é possível prover a esta família, por falta de condições financeiras, então, pelo menos, além do pedido de perdão, posso fazer algo simbólico para ajudar esta família. Algo que me custe um pouco e que simbolize minha boa vontade em demonstrar meu arrependimento.

A graça de Jesus perdoou (se o arrependimento foi sincero), a família perdoou (porque também era cristã), mas uma atitude concreta, que esteja ao alcance irá mostrar que o arrependimento é de atitudes, não apenas de palavras.

Na verdade, muitas pessoas, ao se arrependerem, se não puderem fazer algo com sua atitude para corrigir o erro, sentem-se que não foram perdoadas. Devemos sim contar com a graça perdoadora e salvadora de Jesus em tudo. Em muitos casos, nem é possível fazermos nada, como no exemplo da briga com o pai. Mas, se for possível, não para desprezar a graça de Jesus, mas para demonstrar por atitudes que meu arrependimento é sincero, então isso deve fazer parte do meu pedido de perdão.

Vamos lembrar que foi apenas depois de declarar que devolveria de quem roubou e daria aos pobres, apenas depois disso foi que Jesus declarou a Zaqueu que “salvação entrou nessa casa”. A atitude prática, sempre que possível, é parte integrante do pedido verbal de perdão.


Pr. Lucas Durigon




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domingo, 6 de dezembro de 2020

3. Viver em Pecado e o Pecado esporádico

Pecado é pecado. Isso é verdade. 
Não existe “pecado”, “pecadinho” e “pecadão”.
Todos ferem a santidade de Deus.
Se houver arrependimento, a todos Deus perdoa.

 

Mas há uma grande diferença, do ponto de vista da dificuldade ou não do pecador se arrepender, entre pecados cometidos apenas uma vez, ou esporadicamente, como momentos de fraqueza e o pecado que faz parte da vida e do caráter de alguém, pelo qual não há mais arrependimento e do qual não se procura mais corrigir, que o torna reprovável ao Senhor.

A palavra de Deus nos deixa claro em I João 2: 1 que a orientação de Deus é para que não pequemos. É para que evitemos e lutemos contra o pecado. Toda orientação de Deus visa que fujamos do pecado. Não podemos brincar com ele como se fosse um bichinho de estimação. O pecado está mais para um animal selvagem não domesticado. No mesmo versículo, entretanto nos deixa claro que, se pecarmos, temos um advogado junto a Deus, o Pai, o qual é Jesus Cristo, o Justo. Ele é justo. João, que escreve este versículo, é um apóstolo conhecido pela sua característica de demonstrar amor. Ele é o mesmo que nos deixa claro que o amor é o oposto do pecado.

João reflete, na verdade, a característica do amor de Deus. E, por este amor, o desejo de Deus é que todos venham à salvação (I Tm 2: 3-4), que nenhum se perca (Jo 6: 39), que ninguém seja condenado. Este é o desejo de Deus e Ele fornece todas as possibilidades para que todos sejam salvos. Porém, Ele também é justo. E Jesus é justo, “o” justo. Por isso, embora Ele, o Senhor, deseje que todos venham a se salvar, não fará isso à custa de transgredir a própria lei.

Para aqueles que cometeram um pecado, que escorregaram ou tropeçaram em suas atitudes e ofenderam a Deus, mesmo desejando acertar, digo que não estão sozinhos. Paulo dizia que muitas vezes não fazia o bem que queria, mas acabava executando o mal que não queria (Rm 7: 14-25). Mas o desejo do coração e a tentativa eram pra fazer o bem. Claro que, para Deus, não podemos isolar a intenção da ação. Elas são consideradas juntas e Deus sonda os corações para ver o que mais ninguém é capaz de ver. Apenas dizer que queria fazer o bem, mas no fundo não queria ou, na verdade, não estava nem se importando com as consequências da própria atitude tem um significado. Mas quando, apesar da sincera busca da santidade, apesar da tentativa de manter-se puro, ainda assim ocorre um tropeção, comete-se um pecado, talvez levado por uma situação, ou induzido por alguém, então o verdadeiro servo de Deus, que deseja manter-se puro com Deus, irá buscar imediatamente a correção do pecado, o perdão de Deus mediante seu sincero e imediato arrependimento. É para este tipo de pessoa, com este tipo de atitude, que Deus declara: “estas coisas vos escrevo para que não pequeis, todavia, se pecardes, tendes um advogado perante o pai, Jesus Cristo o Justo”. Este versículo não é para ser usado a todo momento, com pecados que se cometem diariamente, inconsequentemente, de maneira irresponsável. Um advogado não é para as situações cotidianas.

Paulo disse que às vezes faz o que não deseja. A intenção e o desejo é fazer o certo, mas ele não consegue. Como muitos de nós, muitas vezes. Esse tipo de situação, em que, mesmo querendo e lutando para fazer o bem, somos tentados e levados a cometer o mal, a cometer pecado, então nestes casos, nos achegamos a Deus, pedimos sua ajuda e o nosso advogado, Jesus, nos defende.

A estas, o apóstolo Paulo, dirigindo-se a Timóteo primeiramente, diz que todos devemos nos fortalecer na graça (II Tm 2: 1). Ou seja, o pecado cometido uma vez, o esporádico, o “sem querer”, aquele que, sinceramente, não se buscou, mas aconteceu, será objeto da graça de Jesus, o advogado que irá defender, desde que a pessoa busque o perdão. Nem neste caso, deve-se ignorar o fato que o perdão vem de um verdadeiro arrependimento, daquele que pede, que clama, que implora o perdão do pecado que poderia condená-lo eternamente. Mas estes são os que têm um coração quebrantado, prontos a perceber seu pecado e chorar por ele.

Veja Davi, no exemplo da atitude dele. Adulterou com a mulher de Urias e ainda matou a este pelas mãos dos filisteus. Ficou no seu templo, sem se arrepender, talvez por pensar que era rei e podia fazer o que queria, talvez por não considerar que o que tinha feito era um pecado. Mas Deus envia um profeta e lhe mostra, através de uma parábola, a gravidade do seu pecado. Então, Davi não questiona, não argumenta. Apenas reconhece o seu pecado e chora. Amargamente.

Mas o que dizer daquela pessoa que já não vê mais consequência no pecado, que pensa que não será pega, nem sofrerá julgamento, ou que ninguém está vendo e, portanto, pode fazer o que quiser. E, por isso mesmo, tanto seu coração, sua intenção, quanto suas atitudes inclinam-se a fazer o mal constantemente, a pecar sem pensar nas consequências, a não mais temer o aviso de Deus sobre o seu julgamento.

A estes, que depois de um tempo, têm seu coração e mente cauterizados (I Tm 4: 2), que por esta atitude de insistir no pecado, apesar dos avisos do Espírito Santo já não são capazes de ouvir mais a Sua voz, a voz na sua consciência alertando do perigo e que, por isso, em suas vidas, calaram a voz do Espírito (I Ts 5: 19), a estes já não resta mais sacrifício que possa trazer perdão de pecados (Hb 10: 26). Porque vilipendiaram o sacrifícios de Jesus, ridicularizaram e desprezaram o que Jesus fez por nós na cruz do calvário. Estes não entendem as consequências eternas do pecado e pensam que, por não sofrerem consequências imediatas dos seus pecados, nunca as sofrerão. Ignoram o fato que algumas consequências são imediatas, outras não (I Tm 5: 24).

Veja Adão, o qual desobedeceu a Deus, se escondeu porque percebeu o que tinha feito, mas não teve a atitude de pedir perdão. Mesmo quando Deus o questiona sobre sua atitude, ele não se arrepende, mas transfere a responsabilidade para sua mulher.

Então, temos por um lado, aquela pessoa sincera, que busca de verdade a santidade e fazer a vontade de Deus, mas que pode cair. Deus deixa claro que ele sabe que nossa natureza é pecaminosa, que nossa carne tende para o pecado, pois é uma carne fraca (Mt 26: 41; Mc 14: 38), mas espera que haja disposição em ouvir a advertência do Espírito Santo e que, quando não se puder evitar o pecado, então que pelo menos haja arrependimento e pedido de perdão.

Por outro lado, há aqueles que nunca reconhecem o que fazem de errado. Sempre encontram outros culpados, sempre têm um motivo para justificar essa ou aquela atitude. Aqueles que não mais veem motivos para arrependimento, pois pensam que suas atitudes pecaminosas ninguém vê, não trará consequência e ficará “por isso mesmo”. A estes, que jamais se arrependem, resta uma expectativa de juízo, ardor de fogo (Hb 10: 27), pois não quebrantam mais o coração.

Estes a Bíblia chama daqueles que “vivem no pecado” (_), para as quais o pecado já faz parte do seu caráter, da sua conduta diária, da sua vida cotidiana. O pecado já lhes entrou no coração, na mente, no espírito e estão contaminados por ele, não desejam se livrar. Nestes casos, quando a pessoa quer, só existe uma solução: uma verdadeira cirurgia espiritual, em que o coração de pedra (já cauterizado e insensível à voz do Espírito) é trocado por um coração de carne (Ez 11: 29; 36: 26). Somente esta atitude drástica é capaz de mudar a situação. Esse é o momento que chamamos de “conversão”, comum e necessária para quem vem do mundo para a igreja, das trevas para a luz. Porém, mesmo que você já esteja na igreja, já seja um “religioso”, pode ser que o pecado de novo enraizou-se em você, já criou raízes que estão petrificando seu coração. Nestes casos, é preciso uma nova cirurgia, uma renovação verdadeira no arrependimento ou, quem sabe, um verdadeiro arrependimento, pois pode ser que o frequentar igreja tenha sido apenas por conveniência, e não por uma verdadeira transformação de vida.

Portanto, se você busca a santidade, se busca a Deus de verdade, mas cometeu algum pecado, não deixe o diabo te enganar: Volte-se para Deus, peça-lhe perdão, corrija o pecado cometido, e não volte a pecar neste mesmo pecado. Dobre sua vigília sobre essa mesma situação e volte para a comunhão de relacionamento com Deus, o Pai. Saiba que você pode se fortalecer na graça que há em Cristo Jesus, sabendo que o Senhor contempla o coração arrependido e se alegra quando um filho seu reconhece seus erros e volta-se para o caminho da verdade. Tenha coragem, porque Deus anseia por lhe dar o seu perdão, é a alegria dele. Só está esperando que você o peça, para que Ele lhe dispense todo seu perdão.

Mas saiba que, se você se entregou ao pecado. Se desistiu de vencer ele, se prefere cometê-lo frequentemente, seja por ser prazeroso, ou porque ninguém nunca fica sabendo, seja porque pensa não haver consequências, então cuidado: o juízo de Deus chegará e, se você realmente recusar-se a arrepender-se, então somente um destino lhe aguarda: a condenação ao inferno.


Pr. Lucas Durigon




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