quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Uma Palavra de Deus para autoridades

 


Orienta-nos a Palavra de Deus, em I Timóteo 2: 1-3: “1Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; 2Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; 3Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,”.

E Jesus também nos deixou claro que toda autoridade é dada ou permitida por Deus durante seu julgamento por Pilatos, quando declarou a ele “Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado” (João 19: 11).

Estamos reunidos neste encontro para um ato cívico, mas não podemos deixar de declarar que cremos que o Senhor é juiz sobre todas as coisas e que prestaremos contas ao supremo juiz de tudo o que fizermos. Por isso, devemos estar atentos aos nossos atos pois diz a escritura “12De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. 13Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” (Romanos 14: 12-13).

Seguindo esta palavra e contextualizada ao evento de hoje, sabemos que a responsabilidade dos cristãos é orar pelos que estão em eminência e assim o fazemos agora e o faremos quando as autoridades municipais forem renovadas e tomarem posse em janeiro próximo. E a responsabilidade das autoridades é serem justas, seguindo princípios dados por Deus, que incluem proteção aos mais fracos, criando e executando leis justas, que protejam o ser humano, para que todos possam ter uma vida quieta e sossegada.

O profeta Miqueias, cap. 2: 1 adverte: “Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniquidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão!” Aos candidatos e demais autoridades, uma orientação pastoral, já que estamos num conselho de pastores: cuidado com a possibilidade que o poder traz, de poder fazer “o que se quiser”. Mantenham o seu coração na justiça e na verdade, busquem o que é bom e justo, porque todos haveremos de prestar contas de nossos atos. Se todos entendessem o que nos espera a todos, ao acertar as contas com o soberano Senhor, haveriam menos pessoas querendo o poder e mais pessoas servindo em posições de autoridade, submissas ao supremo juiz, a fim de fazer o que é reto, justo e bom.

O salmista dizia: “Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto.” (Salmos 89: 14)

Deus vai cobrar sim, mas deixou toda a orientação que precisamos, referente ao que e como fazer. A Palavra de Deus contém ensinamentos preciosos, inclusive para autoridades, a fim de não serem pegos pela ira vindoura.

É uma tarefa que não se faz sozinho. Moisés recebe esta orientação de Deus “Totalmente desfalecerás, assim tu como este povo que está contigo; porque este negócio é mui difícil para ti; tu só não o podes fazer.” (Êxodo 18: 18)

Portanto, é primordial cercar-se de pessoas retas, justas e boas, também competentes para os ajudar. Mas principalmente, lembrar de pedir a ajuda de Deus. Neemias, grande líder, tinha uma grande obra pra realizar, e pediu a ajuda de Deus pra isso “Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.” (Neemias 6: 9). Pedir ajuda de Deus para realizar a difícil tarefa que se tem a realizar e manter-se firme e fiel aos princípios. É um bom exemplo a seguir.

Deus os abençoe nesta empreitada.


Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico




sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Conversando com a I.A. sobre a reescrita da Bíblia


 

 Bom, na tarde de quinta-feira última, resolvi puxar assunto com o Copilot, a Inteligência Artificial da Microsoft. E escolhi um tema que tem sido citado ultimamente, que envolve diretamente a Inteligência Artificial e a Teologia, minha área. Perguntei sobre o fato da I.A. Reescrever a Bíblia, como tem sido proposto. Falamos sobre fundamentalismo, contextualização e outros assuntos relacionados à reescrita da Bíblia.


A conversa se desenvolveu de forma interessante e eu transcrevo abaixo.

Toda vez que aparece a expressão “Gerando respostas para você…” é seguida da resposta do Copilot.

No final, a I.A. Acabou meio que concordando (sem concordar abertamente) que realmente não é aconselhável reescrever a Bíblia.

A seguir, a troca de argumentações, minhas e da I.A. Pode ser que você ache interessante.


boa noite

Boa noite! Como posso ajudar você hoje? ?


Lucas: me diz se a IA já reescreveu a Bíblia

Gerando respostas para você…

A possibilidade de reescrever a Bíblia por meio da inteligência artificial (IA) é um tópico intrigante e desafiador. Embora a IA ainda não tenha reescrito toda a Bíblia, existem algumas iniciativas interessantes:

  1. “AI Jesus”: Um algoritmo de processamento de linguagem foi treinado exclusivamente na Bíblia King James, buscando replicar o estilo de escrita, mas sem copiá-lo completamente. 1.

  2. Projeto Greek Room: Pesquisadores cristãos da Universidade do Sul da Califórnia estão usando IA para traduzir a Bíblia para línguas raras, ampliando o acesso ao texto sagrado. 2.

É importante lembrar que a Bíblia foi escrita ao longo de pelo menos 1500 anos e reflete as crenças e valores de diferentes épocas. Reescrevê-la, seja por meio da IA ou interpretações humanas, pode ser uma oportunidade para atualizar seu conteúdo à luz dos valores contemporâneos. No entanto, essa ideia também enfrenta resistência de fundamentalistas religiosos, que veem a Bíblia como divinamente inspirada e intocável. 3. A evolução das religiões e a reflexão sobre como reinterpretar textos sagrados são temas relevantes para nossa sociedade em constante mudança. ?


Lucas: o que é um fundamentalista ?

Gerando respostas para você…

Um fundamentalista é alguém que adere rigidamente a uma interpretação literal e estrita de um conjunto de crenças, ideias ou princípios. Esse termo é frequentemente associado a contextos religiosos, mas também pode se aplicar a outras áreas, como política ou filosofia.

No contexto religioso, um fundamentalista segue à risca os ensinamentos e textos sagrados de sua fé, rejeitando qualquer interpretação mais flexível ou adaptada aos tempos modernos. Eles acreditam que esses textos são inerrantes e devem ser aplicados literalmente em todas as situações. No entanto, essa abordagem pode levar a visões extremistas e inflexíveis.

É importante notar que nem todos os religiosos são fundamentalistas. Muitas pessoas encontram um equilíbrio entre a tradição e a interpretação contemporânea, adaptando suas crenças às mudanças sociais e científicas. O fundamentalismo pode ser controverso, pois pode levar a conflitos e dificultar o diálogo inter-religioso ou intercultural. ?


Lucas: você entende que "interpretação mais flexível" ou "interpretação contemporânea" seja o mesmo que "contextualização" ?

Gerando respostas para você…

Sim, entendo. “Interpretação mais flexível” ou “interpretação contemporânea” são termos que se relacionam com a ideia de contextualização. Quando aplicamos uma interpretação flexível ou contemporânea a um texto, consideramos o contexto histórico, cultural e social em que ele foi escrito. Isso nos permite adaptar sua mensagem aos desafios e questões atuais, reconhecendo que as circunstâncias mudam ao longo do tempo. A contextualização é fundamental para compreendermos textos antigos ou tradicionais de maneira relevante nos dias de hoje. ?


Lucas: mas você entende que seja importante manter os princípios subjacentes ao texto e atualizar, contextualizar ou ser flexível apenas na aplicação prática referente ao contexto atual, seja de tempo ou de local ?

Gerando respostas para você…

Sim, compreendo perfeitamente. Manter os princípios subjacentes ao texto é fundamental, pois eles representam os valores e as verdades essenciais que transcendem o tempo e o espaço. No entanto, a aplicação prática desses princípios pode variar conforme o contexto atual. A flexibilidade e a contextualização nos permitem adaptar esses princípios à nossa realidade, garantindo que sejam relevantes e significativos em nossa jornada pessoal e coletiva.


Lucas: você disse que manter os princípios é "fundamental" . Não seria então essa a mesma atitude dos que você chama de fundamentalista? Porque me pareceu, na sua citação inicial aos fundamentalistas, que usou o termo numa ideia pejorativa. Mas parece que você também compreende que manter princípios é fundamental, certo ?

Gerando respostas para você…

Peço desculpas se minha escolha de palavras causou confusão. Você está absolutamente correto, e agradeço por apontar isso. Vamos esclarecer:

  1. Quando mencionei que manter os princípios subjacentes é “fundamental”, estava me referindo à importância de preservar os valores essenciais que sustentam uma crença ou sistema de pensamento. Isso não é exclusivo dos fundamentalistas; é uma abordagem compartilhada por muitas pessoas religiosas e não religiosas.

  2. O termo “fundamentalista” pode ter conotações negativas, especialmente quando se refere a extremismo inflexível ou intolerância. No entanto, nem todos os que mantêm princípios são fundamentalistas no sentido pejorativo. A diferença está na rigidez e na recusa em considerar outras perspectivas.

  3. A flexibilidade e a contextualização são essenciais para aplicar esses princípios de maneira relevante em nossa vida cotidiana. Portanto, sim, compreendo que manter princípios é fundamental, mas também reconheço a importância de adaptá-los ao contexto atual.


Lucas: ok. também concordo. Mas reforço o que você disse que é necessário tomar cuidado no uso das palavras. "Fundamentalista", na sua essência, quer preservar o que é essencial. Mas parece que tem sido usada como sinônimo de "intransigente" ou "intolerante". Embora não seja esse o real significado.

Gerando respostas para você…

Você está absolutamente certo, e agradeço por destacar isso. A palavra “fundamentalista” tem sido frequentemente associada a extremismo inflexível ou intolerância, mas sua essência está em preservar o que é essencial. É importante lembrar que a linguagem é poderosa e pode moldar percepções. Devemos ser cuidadosos ao escolher nossas palavras para evitar equívocos e promover um diálogo construtivo.


Lucas: Além disso, conforme você disse, se é bom e necessário manter a essência e os princípios, então não há de se reescrever a Bíblia, mas sim treinar as pessoas para que, em lendo o texto bíblico na sua linguagem original, possam dele extrair o essencial para o seu contexto (de tempo e local). Esse é um trabalho para teólogos e estudiosos (os de verdade, não os que fingem ser) que devem frequente e constantemente contextualizar a Palavra de Deus para sua realidade, sem deixar de entender a mensagem subjacente, os princípios e ensinamentos.

Gerando respostas para você…

Você expressou isso de maneira muito perspicaz!


Lucas: Se a Bíblia viesse a ser reescrita, então sob qual perspectiva cultural ou de tempo o deveria fazer. Sob a luz de populações nas comunidades do Rio de Janeiro? ou ser reescrita sob os olhos dos milionários de Dubai? Deveria ela ser reescrita conforme a interpretação de povos americanos ou africanos? Enfim, você não concorda que seria melhor deixar ela como está, e deixar que, em cada povo, em cada local, os teólogos sinceros e capazes possam fazer a contextualização a partir do texto básico puro e original ?

Gerando respostas para você…

Você levanta uma questão fundamental e complexa. A Bíblia, como um texto sagrado, tem sido interpretada e aplicada de maneiras diversas ao longo da história e em diferentes culturas. Vamos explorar algumas perspectivas:

  1. Cultural e Geográfica: A Bíblia foi escrita em contextos culturais específicos, como o antigo Oriente Médio. Ela reflete a vida, os costumes e as crenças dessas sociedades. Se fosse reescrita hoje, poderia ser enriquecida por perspectivas globais, mas também correria o risco de perder sua autenticidade cultural original.

  2. Contextualização Local: Concordo que a contextualização local é crucial. Deixar a Bíblia como está e permitir que teólogos e estudiosos façam a interpretação para suas comunidades é uma abordagem sensata. Isso permite que os princípios essenciais sejam aplicados de maneira relevante em diferentes contextos.

  3. Desafios e Diversidade: No entanto, há desafios. A diversidade de interpretações pode levar a conflitos. Além disso, algumas passagens bíblicas são ambíguas ou difíceis de aplicar diretamente. A interpretação é uma arte delicada, e teólogos sinceros podem discordar.

  4. Equilíbrio: Encontrar um equilíbrio entre manter a essência e adaptar-se ao contexto é crucial. A Bíblia é um guia espiritual, e sua mensagem subjacente deve permanecer intacta, mesmo quando aplicada de maneira flexível.

Em última análise, a decisão de reescrever ou não a Bíblia é complexa e envolve considerações teológicas, culturais e práticas. O diálogo contínuo entre estudiosos e comunidades é essencial para uma compreensão profunda e significativa.


Lucas: bom, nas suas argumentações, nestes últimos 4 pontos, você sempre se refere a contextos e interpretações. Mas na consideração final, volta a tocar no ponto de reescrever. Não concorda que a ideia de reescrever seja realmente perigosa e tendenciosa, porque privilegiaria 1 único contexto ou interpretação no texto reescrito, mas que o correto é falar de manter o texto como está e preparar as pessoas para saberem interpretar e contextualizar o texto corretamente ?

Gerando respostas para você…

Você levanta um ponto crucial, e agradeço por sua observação perspicaz. Você está absolutamente certo: a ideia de reescrever a Bíblia pode ser perigosa e tendenciosa. Aqui estão algumas considerações adicionais:

  1. Risco de Viés: Reescrever a Bíblia sob um único contexto ou interpretação poderia introduzir viés e limitar sua riqueza espiritual. A diversidade de interpretações é valiosa e enriquecedora.

  2. Autenticidade e Integridade: Manter o texto como está preserva sua autenticidade e integridade histórica. A Bíblia é um documento antigo e sagrado, e qualquer alteração deve ser feita com extrema cautela.

  3. Preparação para Interpretação: Ensinar as pessoas a interpretar e contextualizar o texto corretamente é fundamental. Isso capacita as comunidades a aplicar os princípios bíblicos de maneira relevante em suas vidas.

Portanto, concordo plenamente com você: o foco deve estar na compreensão profunda e na preparação para interpretar a Bíblia, em vez de reescrevê-la. A riqueza está na diversidade de perspectivas e na busca contínua pela verdade espiritual.


Aqui terminou o diálogo. Minhas observações finais sobre isso a seguir.

Estão falando de reescrever a Bíblia pela I.A., mas é realmente necessário entender que isso é perigoso e o correto é sabermos fazer uma contextualização de tempo e local para o texto bíblico, mantendo o texto original intacto, para que em cada tempo e em cada local (porque as perspectivas mudam no tempo e local, mas os princípios, as leis, os fundamentos, os mandamentos contidos na Bíblia, não mudam nunca).

Aliás, este é o trabalho de um verdadeiro teólogo. Para que existe o teólogo? Para que, usando ferramentas de interpretação e análise que permitam uma separação entre princípios e aspectos culturais, ele possa chegar a transmitir o princípio subjacente do texto de forma relevante para o tempo e local em que está inserido.

Em outros textos a seguir, desenvolverei os assuntos da contextualização e dos princípios e o trabalho de um verdadeiro teólogo. Não deixe de ler.

Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico



segunda-feira, 10 de junho de 2024

João – O Evangelho Diferente

 


Os outros 3 evangelhos são chamados “sinóticos” porque são semelhantes entre si. O estilo de narrativa de Mateus, Marcos e Lucas são muito parecidos e boa parte do conteúdo narrado também. Mas o evangelho de João, não. Ele é diferente. Tanto no estilo quanto no conteúdo das narrativas.

Se os outros evangelhos contam as parábolas, falam das curas, mostram os ensinos de Jesus mais sob um aspecto sistemático, mostram os milagres e diálogos e Jesus com as pessoas, o evangelho de João nem tanto. Não mostra muito estas coisas. O evangelho de João é diferente.

A primeira grande diferença a se observar em João é quanto do conteúdo do seu livro ele dedica à última semana de Jesus, até sua morte e ressurreição. Os outros evangelhos normalmente dedicam 1/3 do seu conteúdo à última semana do ministério do Senhor. Mas João, dos seus 21 capítulos, separa 10 deles para falar da última semana do ministério de Jesus. Ou seja, praticamente a metade. Dos capítulos 12 ao 21, fala desde a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, até o encontro de Jesus ressurecto com seus discípulos, e a atenção especial ao ministério de Pedro e João.

E, nesta parte também destaca-se a outra grande diferença de João. Seu texto dá maior ênfase e privilegia o aspecto divino do ministério de Jesus e mostra sua grandeza. É o que mais se aproxima a declarar abertamente que Jesus é Deus, embora não seja também tão explícito nisso. Sobre a última ceia, os capítulos 13 a 17 dedicam-se a este momento de Jesus, mostrando em detalhes situações que os outros evangelhos não mostram, como a lavagem dos pés dos discípulos, por exemplo. Os discursos de Jesus durante a última ceia, nestes capítulos, confortam seus discípulos e lhes dão a garantia que sua partida não significa abandono. Pelo contrário. Ele continuaria cuidando deles à direita do Pai, enquanto enviaria o Espírito Santo para ajudá-los. Jesus os conforta e encoraja, num momento tão difícil para todos, principalmente para Ele próprio, que em breve sofreria as agruras da cruz. Somente João mostra tantos detalhes do que aconteceu entre Jesus e seus discípulos nestes últimos momentos, durante a última ceia. Sua oração sacerdotal pela unidade dos seus discípulos, não apenas os daquela época, mas todos que viessem a existir também é única e só aparece neste evangelho.

É também o evangelho que maior ênfase dá à negação de Pedro e o único que mostra como Jesus redimiu Pedro, chamando-o para o ministério pastoral antes de subir aos céus, repetindo as mesmas 3 vezes que o houvera negado, para agora pedir “apascenta minhas ovelhas”. O chamado sobrepõe à negação e a redime.

Aliás, o evangelho de João dá muita ênfase às relações pessoais de Jesus também, mostrando situações mais detalhadas nesta questão, como quando fala da ressurreição de Lázaro e mostra todo o relacionamento que Jesus mantinha com a família dele, suas irmãs Marta e Maria, como isso era profundo e íntimo, além de cheio de amor.

Os primeiros 11 capítulos de João mostra sim, Jesus realizando milagres, mas com um aspecto totalmente diferente dos outros evangelhos. Logo no capítulo 1, é o único evangelho que inicia mostrando Jesus como Deus, presente na criação do mundo, junto à trindade, sendo o verbo, por quem tudo veio a existir.

O aspecto evangelístico deste evangelho, ainda privilegiando os relacionamentos também é único. Tanto na conversa com Nicodemos, um alto oficial da religião da época (membro do sinédrio), no cap. 3, mostrando-lhe a necessidade de nascer de novo, quanto para com a mulher samaritana (cap. 4), explicando que a salvação é para todos os povos, judeus e samaritanos, inclusive para ela. E que Deus deseja ser adorado em espírito e em verdade. Aliás, Jesus pede água para esta mulher mas, neste evangelho, declara-se a água viva que veio do céu. Também multiplica os pães e declara-se o pão da vida, que alimenta. Ou seja, cada milagre acompanhado de um significado espiritual sobre Jesus.

Somente João mostra-nos que muitos discípulos abandonaram Jesus, algo que poderíamos pensar ser inimaginável e que também os próprios parentes próximos de Jesus não criam nele (caps. 6 e 7). E é neste mesmo evangelho que Jesus declara que “se me negarem, negarão a vós, meus discípulos. Se me ouvirem, ouvirão a vós”. Mostra Jesus curando um cego de nascença enquanto os judeus permaneciam cegos para não crer em tudo o que Ele fazia e o que significava sua vinda.

Ou seja, em João, cada milagre é acompanhado de um significado mais amplo. As reflexões teológicas são mais metafísicas, apontando para a eternidade do ministério de Jesus e a divindade da sua pessoa. São discursos e reflexões não tão sistemáticas. Ainda assim, é simples e direto, para falar ao coração de todos nós, de quanta diferença faz crer no Filho de Deus como nosso Salvador.

Aliás, o evangelho de João deixa isso muito claro: somente Jesus é nosso Salvador.

Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico



segunda-feira, 3 de junho de 2024

Josué - Conquistando a Terra Prometida

 


Logo após a morte e Moisés, Deus levanta outro líder, que faria o povo herdar a Terra Prometida. Moisés não pôde entrar na terra prometida, morreu antes disso. Mas Josué, seu sucessor, seria usado por Deus, como um conquistador em batalhas, para tomar posse da terra prometida, começando por Jericó, primeira cidade a ser conquistada. Neste momento, através de estratégias claras dadas por Deus, Josué circunda a cidade de Jericó 13 vezes (1 vez por dia nos primeiros 6 dias e outras 7 vezes no último dia), a qual cai apenas com os gritos do povo de Israel, sem uso de armas. Falar do livro de Josué é falar do homem, servo de Deus, sucessor de Moisés.

Todo o cumprimento da promessa de conquistar a Terra Prometida, de vencer os 40 anos no deserto, de ser liberto da escravidão no Egito se cumprem neste momento, conforme descrito neste livro de Josué. Ou seja, o povo não pôde entrar na Terra prometida logo que saiu do Egito, mas foram levados ao deserto, por 40 anos. Agora, após tudo isso, chegou a hora de receberem a promessa. E é o livro de Josué que descreve este momento sublime do povo de Deus.

O livro de Josué tem algumas partes bem claras. Os primeiros 5 capítulos fala do preparo do povo, para começarem as conquistas. Os capítulos 6 a 11 descrevem as conquistas das cidades sob a liderança de Josué e orientação de Deus. Então, dos capítulos 12 ao 19, vemos Josué repartindo a terra entre as tribos de Israel. Poderíamos dizer que este trecho é a escritura das terras, conforme a promessa de Deus, de dá-las ao povo de Israel, aos descendentes de Abraão. O final do livro, dos capítulos 20 ao 24, vemos uma crescente consolidação do relacionamento deste povo em sua nova terra com o seu Deus, terminando no cap. 24 com um pacto de fidelidade ao Senhor.

Nos primeiros 5 capítulos, durante os preparativos, o Senhor chama a Josué para suceder Moisés, dá-lhe a tarefa e o encoraja. Josué envia novamente 2 espias à terra prometida, mais especificamente Jericó, a fim de ver se o povo tinha aprendido a lição e se o relatório dos espias, desta vez, seria conforme a promessa do Senhor. Da outra vez, através dos relatórios dos 10 espias que não confiaram no Senhor, veio o castigo dos 40 anos no deserto. Desta vez, o novo relatório dos espias pôde confirmar a confiança no Senhor e servir como redenção ao pecado de falta de fé. Deus também confirmou a sua mão sobre Josué, ao realizar o milagre da passagem do rio Jordão em seco. Tudo isso precisava ser acertado antes de começarem as conquistas da terra, a que o Senhor levaria Josué. Tudo isso prepararia o coração do povo para as conquistas, para se submeterem ao Senhor. Ainda nos preparativos, Deus pede ao povo para se santificar e para circuncidar os homens que, durante a travessia no deserto, não haviam sido circuncidados. E pede para o povo celebrar a páscoa e relembrar o livramento de Deus do Egito, pois no deserto não haviam celebrado a páscoa. Estes preparativos seriam para levar o povo a lembrar e reafirmar sua aliança com o Deus que os livrara da escravidão.

A primeira cidade conquistada foi Jericó, de forma milagrosa e sobrenatural. Também esta primeira conquista deveria dedicar todos os despojos a Deus e não tomar nada do que havia na cidade. Entre os capítulos 12 e 19, Josué conquista 31 cidades para tomar posse da terra prometida. No início, Deus queria estabelecer um padrão de obediência e mostrar a Josué que Ele, o Senhor, deveria ser o líder em todas as batalhas e conquistas. No início das conquistas, houve episódios em que Josué se empolgava com a vitória e resolvia não consultar ao Senhor e fazer do seu jeito na batalha seguinte. Então, era derrotado. Após a vitória, ele pensava não precisar do Senhor para a próxima batalha. Assim foi com Gibeão (cap. 9), após a vitória sobre Ai, ao ser enganado em fazer uma aliança, pelos homens que fingiram vir de longe, e fez aliança com Israel, que não consultou ao Senhor e foram enganados. Assim foi também com Ai, na primeira incursão, quando por causa do pecado de Acã foram derrotados. Josué foi à batalha sem consultar ao Senhor e foram derrotados e envergonhados. Depois, perante o mesmo inimigo, após consultar ao Senhor e corrigir o problema que havia do pecado de Acã, experimentaram a vitória!

Entre os capítulos 12 e 19 se deu a repartição das terras conquistadas entre as Tribos de Israel. Este foi o momento de reivindicação. De pedir o que se achava justo. Poderíamos dizer que este trecho do texto de Josué é a escritura de posse da terra de Canaã por parte de Israel, conforme a promessa de Deus.

Nos últimos capítulos, algumas orientações especiais quanto às cidades de refúgio (cap. 20), mostrando que eu perdão e a misericórdia sempre foram os padrões no agir de Deus. Também que os levitas, apesar de não terem herança, tinham um lugar para sua habitação em meio ao povo (cap. 21), a fim de esclarecer que a ausência de herança não significa ausência de pertencimento.

Nos capítulos finais de Josué, do 22 ao 24, a confirmação da fidelidade ao Senhor e um pacto, no último capítulo, firmado entre Deus e o povo, sob a mediação de Josué, a fim de prometer fidelidade ao Senhor que os havia estabelecido na Terra Prometida. O Senhor oferece a eles, por meio de Josué, a escolha (acompanhada de suas devidas consequências) entre servir ou não ao Deus verdadeiro.

A decisão do povo de Israel, agora liberto da escravidão e de posse da sua Terra Prometida, em servir unicamente a Deus, estabelece-o como povo de Deus e o prepara para viver sob a orientação e ordens do Todo Poderoso.

Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico





domingo, 26 de maio de 2024

Jonas – Deus repreende a quem ama

 

Assim como Jonas foi parar no ventre do grande peixe, para que Deus corrigisse o seu caminho, porque Deus é um pai amoroso que repreende a todo aquele que chama de filho (Hebreus 12: 6), a todo o que ama, Deus corrige. Da mesma forma, Deus enviou um profeta a falar para o povo de Nínive, os Assírios porque, apesar da maldade contida nas atitudes deste povo, Deus também os ama.

A atitude de Jonas, israelita do povo de Deus, em fugir do mandado do Senhor, é inversamente proporcional à atitude dos ninivitas que, ouvindo a Palavra, fizeram jejum e se arrependeram imediatamente, mesmo não sendo povo chamado de Deus. Mas Deus sabia que seu coração estava pronto para o arrependimento naquela geração, tão logo tivessem a oportunidade de ouvirem a palavra de Deus, e a orientação do que deveriam fazer: “arrependam-se”. (apesar de Jonas não ter dito isso).

Quanto ao conteúdo deste livro de 4 capítulo, é um dos poucos na Bíblia onde podemos dividir cada capítulo em um assunto específico. Dessa forma, o Livro de Jonas é composto de 4 momentos especiais.

O capítulo 1 fala do chamado, da fuga e da captura de Jonas. Deus chama Jonas para ir pregar em Nínive e o profeta decide fugir da presença do Senhor, viajando para uma oposta à que deveria, se quisesse cumprir a ordem de Deus. Mas neste mesmo capítulo, durante a fuga Deus envia uma tempestade que obriga os tripulantes do navio onde Jonas estava para fugir da presença do Senhor e jogarem Jonas no mar. Ao fazerem isso, além de acalmarem a tempestade, também fizeram com que Jonas pudesse ser tragado pelo grande peixe, já no último versículo.

O capítulo 2 mostra Jonas dentro do grande peixe, orando ao Senhor para que o salvasse. Ele reconhece que havia fugido da presença do Senhor e se compromete a cumprir com sua tarefa, com seus votos perante o Senhor. Jonas reconhece que havia errado em fugir da presença do Senhor. Ele ora a Deus do interior do grande peixe. E, no momento em que se compromete a cumprir seu voto, Deus manda o peixe vomitá-lo na praia, a fim de cumprir com a tarefa que Deus havia lhe dado.

O capítulo 3 é quando Jonas finalmente cumpre sua tarefa e anuncia a palavra de Deus em toda a cidade de Nínive, profetizando que esta seria destruída por causa dos seus pecados. Porém, ou ouvir a pregação, o rei de Nínive se arrepende e decreta um arrependimento em toda a cidade, a qual se arrepende, jejua e se converte ao Senhor. Mediante o arrependimento de todos, Deus decide poupar a cidade e não a destrói.

Mas no capítulo 4, isto deixa Jonas decepcionado. Como ele havia profetizado que Nínive seria destruída, queria ver isto acontecer. A Bíblia diz que ele se posicionou a alguma distância de Nínive para “assistir” à destruição da cidade, o que não aconteceu, porque Deus foi misericordioso e olhou para o arrependimento do povo. Neste capítulo, então, Deus vai cuidar do seu profeta e dialogar com o depressivo Jonas, que desejava que o Senhor destruísse a ímpia Nínive. Mas Deus mostra seu caráter misericordioso a Jonas, quando explica que o arrependimento livra o culpado da condenação. Deus explica a Jonas que o arrependimento de Nínive precisava ser honrado com livramento e perdão. Parece que Jonas não se importa muito com o fato de sua pregação ter salvado uma cidade inteira. Ele se importa mais com a aboboreira que morre e tira sua sombra e Deus mostra o quão desproporcional é esse sentimento de Jonas, pois havia uma cidade inteira ali que não tinha discernimento e a pregação do profeta Jonas fez com que se arrependessem.

Embora Deus tenha salvado os ninivitas daquela geração por causa do arrependimento causado pela pregação de Jonas, a mesma cidade seria condenada um século depois, conforme atesta o profeta Naum. Portanto, a salvação é para quem se arrepende e, se as gerações posteriores não souberam manter a salvação, então o livramento alcançado nos tempos de Jonas não serviria para salvar as futuras gerações. Assim, a misericórdia de Deus existe, como vemos neste livro do profeta Jonas. Mas é tão real quanto o juízo de Deus, que podemos ver no profeta Naum.

Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico







segunda-feira, 13 de maio de 2024

II Tessalonicenses – a diferença entre justos e ímpios

 


Assim com a primeira carta, Paulo novamente volta a dar ênfase ao tema escatológico e II Tessalonicenses é uma das cartas que nos trazem informações de como serão os últimos momentos do homem nesta terra antes da volta de Jesus.

Particularmente nesta carta, que tem apenas 3 capítulos, Paulo volta a elogiar a atitude dos Tessalonicenses, a dizer que em certos aspectos eles cumpriram com o pedido do apóstolo na primeira carta de evoluir e progredir na fé e no amor e os elogia a isso. E também, nesta carta, mostra-nos que haverá um derradeiro sinal, antes da efetiva vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Será o aparecimento do homem da perdição, chamado de anticristo em outros lugares da Bíblia e que, segundo Paulo cita em II Tessalonicenses, é condição sine qua non para que se completem os sinais que devemos observar para ter certeza da vinda de Cristo.

A manifestação do homem do pecado e da operação do mistério da injustiça são avisados por Paulo como sinais dos últimos tempos, que precedem à vinda do Senhor Jesus. Também a operação do erro, mentira e engano serão visíveis nos últimos tempos, conforme declarado aqui em II Tessalonicenses. Dos 3 capítulos desta epístola, o capítulo 2 praticamente todo fala da questão escatológica e merece nossa atenção.

Mas é importante ressaltar também que em todos os 3 capítulos, sejam os elogios do cap. 1, a escatologia do cap. 2, ou as orientações práticas de Paulo no cap. 3, incluindo a célebre orientação de que “quem não quiser trabalhar, que não coma também”, em todos os 3 capítulos, Paulo faz questão de traçar paralelos entre as consequências de uma vida e decisões ímpias e os consequentes prêmios daqueles que optam por uma vida e comportamento justos.

Estes contrastes são apresentados por Paulo ao longo dos 3 capítulos, sempre deixando claro o que ocorre com aqueles que escolhem uma vida fora dos ensinamentos do Senhor e com aqueles que seguem ao Senhor, em suas ordens. Este paralelo e contraste, presente em toda a Bíblia, é muito claro e reforçado aqui em II Tessalonicenses.

Paulo quer deixar claro aqui, como toda a Palavra de Deus diz, que vale a pena servir ao Senhor, não apenas pelos benefícios e recompensas que recebem aqueles que são fieis, mas porque também a alternativa, a outra opção, o outro caminho disponível é repleto de más consequências. Paulo deixa claro para aqueles que tomam uma posição de perseguir os servos de Deus, que a justiça do Senhor não deixará este tipo de atitude sem a justa retribuição.

No último cap., o de número 3, Paulo dá a orientação que talvez seja a mais citada desta carta, a de que as pessoas devem procurar trabalhar para conseguir o próprio sustento. Problema esse que já havia sido citado na segunda carta mas, aparentemente, piorou e se agravou, ao ponto do apóstolo Paulo citá-lo mais diretamente, dando uma solução drástica: deixar sem comida aqueles que não querem trabalhar pelo próprio sustento.

Talvez por causa da situação escatológica, podemos perceber que os Tessalonicenses criam na volta de Jesus muito rapidamente, ao ponto de que até o apóstolo Paulo, que também cria na volta de Jesus em seus dias (como ele mesmo cita na primeira carta a esta igreja), ao ponto do próprio Paulo ser obrigado a dizer aos Tessalonicenses que é necessário ainda se cumprir um derradeiro sinal, como definitivo antes da vinda de Jesus: o surgimento do anticristo e de sua operação do erro-engano-injustiça-mentirae que se manifestaria no mundo.

Paulo deixa claro que antes de se manifestar esse sinal, junto com a apostasia da igreja, não ocorrerá a vinda de Cristo. A intenção era falar para os Tessalonicenses que, mesmo que estivesse perto, eles poderiam continuar vivendo a vida, trabalhando e fazendo suas coisas normais, porque um derradeiro sinal lhes mostraria quando estivesse mais perto ainda a sua volta.


Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico





quarta-feira, 8 de maio de 2024

I Tessalonicenses – Sendo referência onde estivermos

 

A carta de Paulo aos Tessalonicenses é mais conhecida e geralmente citada por seu conteúdo escatológico. E não é para menos. Dos seus 5 capítulos, a segunda metade do cap. 4 e a primeira metade do cap. 5 tratam de forma direta e com muitas revelações que só aparecem aqui sobre o tema da escatologia: o fim dos tempos. A palavra “arrebatados”, neste sentido escatológico, só aparece na Bíblica aqui em I Tessalonicenses 4: 17. Só temos o conhecimento do arrebatamento com o uso desta palavra por causa deste trecho desta distinta carta de Paulo aos Tessalonicenses.

A segunda metade do cap. 4 nos diz que os mortos ressuscitarão no dia do arrebatamento, e subirão antes dos vivos ao céu, sendo o derradeiro sinal da vinda de Cristo. Ali confirma que Jesus vem ao som da trombeta. No cap. 5 fala dos tempos, da súbita aparição de Cristo, sem que ninguém saiba o dia e revela-nos que isto ocorrerá após um período de muita paz e segurança. E diz também que nós, os que já andamos na luz, não seremos surpreendidos por este Dia repentino. E nos diz que, já que podemos ver os sinais de sua vinda (já que somos da luz) devemos, pro isso mesmo, andar conforme seus preceitos e devemos vestir a armadura do Cristão para estarmos preparados justamente para este dia.

O final, na segunda metade do cap. 5, dá instruções bastante práticas para a vida cristã, que é a que pede que vivamos em virtude do fato da vinda de Jesus (que pode ocorrer, particularmente, a cada um de nós, no momento de nossa morte). Ou seja, devemos viver segundo as ordens e orientação de Deus, lembrando que o dia do acerto de contas é certo e não demora.

Neste final da carta (cap. 5 e 2ª metade do cap. 4), Paulo dá portanto orientações para uma vida santa, lembrando-nos que nos encontraremos com Cristo e daremos conta de tudo o que fizemos.

Mas os 3 primeiros capítulos de I Tessalonicenses, juntamente com a primeira metade do cap. 4 não costumam ser tão citados e lembrados. Mas temos aqui um conteúdo interessantíssimo!

Nesta parte, Paulo elogia os Tessalonicenses e deixa claro que eles se tornaram referência e modelo, não apenas para os da cidade de Tessalônica, mas para toda aquela região. Elogia o fato de terem eles se tornado referência de fé e amor, de um verdadeiro cristianismo para todos ao redor (vs 1: 7-8). Mas também deixa claro que eles não devem se satisfazer com isso ao ponto de acharem que já cumpriram seu papel. Paulo os exorta a continuar e progredir ainda mais neste comportamento, deixando claro que, mesmo que sejam um bom exemplo, ainda devem procurar melhorar sempre, com a firme consciência de que como ainda não alcançaram a perfeição, por bons que sejam, devem procurar ainda melhorar.

É como se Paulo dissesse a todos nós, por meio dos Tessalonicenses: por melhores que sejam, não deixem de avançar e progredir na vida cristã, porque ainda não alcançamos a perfeição. Progredir sempre.

Paulo deixa claro que desejou não ser pesado aos Tessalonicenses durante a pregação do evangelho, trabalhando duro para prover o próprio ministério enquanto pregava a este povo. Não apenas deu da palavra, mas a si mesmo durante a pregação, a qual os Tessalonicenses receberam de bom grado e abraçaram a fé com amor. Paulo elogia, nestes primeiros capítulos, o quão forte foi a fé deles para crer na palavra pregada. Fala de sua fé em se manter firmes mesmo com perseguição, comparando-os aos primeiros judeus convertidos e perseguidos pelos seus compatriotas.

Fala também do desejo de ir visitá-los pessoalmente, embora impedido por satanás. Enviando então Timóteo, Paulo alegra-se em receber notícias de quão abençoados e firmes na fé estão os Tessalonicenses (vs 3: 8).

Neste início da carta, Paulo tece elogios e uma vívida exortação pelo fato de terem os Tessalonicenses fé genuína e forte. É um reconhecimento por estarem eles andando na presença do Senhor. Isso não significa que Paulo diga que já está tudo acabado, que já alcançaram o objetivo final. Pelo contrário, exorta-os a assim continuarem e ainda avançarem e progredirem ainda mais neste caminho que estão trilhando (vs 3: 12-13; 4: 1).

Enfim, podemos entender que o desejo do Senhor é nosso progresso contínuo, até o dia final.

Lucas Durigon




Siga-nos para acompanhar outras publicações (clicando ao lado). 

Se gostou deste texto, compartilhe nas redes sociais (clicando abaixo). 

Se desejar conhecer outros materiais deste autor, clique acima ao lado. 

Para contribuir com este ministério, clique acima e à direita. 



Conheça o Desafio Bíblico,
Jogo de perguntas e respostas bíblicas,
com mais de 2500 questões 
para você testar seus conhecimentos no livro sagrado.

saiba mais e adquira o seu clicando em
https://www.lupasoft.com.br/DesafioBiblico